Sossego, corpo entregue ao torpor.
Caído, exposto á sol e ar.
Frescor…
Devagar, bem devagar levanto,
toda em azul claríssimo, brincando de espantar, o ar.
Movo para cá e para lá, ao redor,
até um vórtice iniciar.
Só… com o ruído ínfimo do movimento.
Sentindo a brisa, tocando-a.
Ela chega suave, apóia minha mão
e, comigo começa a rodar.
Logo, não vejo mais cor,
só sinto eu a rodar.
Magneticamente levada a uma altura sem par.
Risos no ar… Puro cristal…
Sensação preciosa me invade…
Continuo a dançar…
Vem tristes lembranças,
descarto-as dançando,
com a sensação de navegar em alto mar.
Falta-me o ar.
Inspiro fundo e solto o ar…
Pássaros cantam… eu vôo…
E a brisa, seda pura me leva, eleva, enlaça e me joga
alto… ao espaço em magnéticas ondas…
Rodo, movimentos mais amplos, mais graciosos…
Sinto-me espetacular.
Tenho asas, tenho paz, tenho o mundo a me apoiar.
Inspiro forte, torno-me mais aerada,
Equinoxe!
Freqüência alta, sutil e o céu a me aguardar.
Tudo à distância de um toque
e o ritmo, belo ritmo, levando-me lá e cá,
Com o céu para alcançar.
Eu o toco já…
Sem parar de dançar…
Há música no ar… e ritmo a me elevar
à espiral superior. Intocada dimensão!
Trago mais ar, meu peito se entrega à brisa que vem do mar…
Mar de estrelas brilhantes,
sorridentes…
Pequenos grilos, vaga-lumes, noite em pleno dia.
Toco você em mim,
eu em você,
não há interesse em definir.
Unidos viramos luz.
Luz capaz de subir, tão alto que o céu fica assim,
com estrelas a sorrir.
Nada há a fazer, só sentir
música celestial prazer em unir
Ar… água… terra… e fogo, em mim.
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