Domínio e Controle
Controle… é uma represa!
Domínio é reconhecer a existência de cheias e vazantes, embarcações flutuantes, irrigação…
Controle… é preparar-se para aparar um golpe!
Domínio é velocidade e flexibilidade para evitá-lo…
Controle… é norma, regra, expectativa!
Domínio é conhecimento seguro e profundo, objeto privilegiado de estudo, especialidade, experiência…
E os sentimentos, as emoções, como conduzir? Como dominar?
Dominar sentimentos, não é negá-los. É conhecê-los, estudá-los. É reconhecê-los, respeitá-los…
Sentimentos são voláteis e alimentam o fogo em nós, isso gera medo, da paixão, de tesão. Medo do amor.
Pergunte a quem é experiente no assunto, se o medo evitou as sensações?
Somos de vidro podemos quebrar!?
O fogo há de nos temperar, por isso ele é necessário!
Respeitar as forças da natureza (a natureza em nós) é preciso.
Evitar? Esqueça… Controlar?
É uma bola de neve rolando do alto da montanha mais íngreme!
Dominar a paixão?
Primeiro é preciso avaliar essa sensação. Paixão é uma doença e deve ser tratada com tal.
Ela nos impede de conhecer o amor. Essa tem sido a arma mais cruel contra o passo maior em direção a felicidade. Pessoas apaixonadas, não querem conhecer nada além da paixão. Pensam ser esse, o sentimento maior existente. A paixão nos consome, ardemos em vida, respiramos apenas para mantê-la acesa. Dirigimos toda a nossa capacidade, nossa força para o objeto da paixão. Quem está apaixonado atropela o que estiver em seu caminho para se manter assim. Nenhuma grandeza é respeitada.
Alguém definiu a paixão como: A amizade do avesso! Eu não discordo.
Para mim, paixão, é a procura da satisfação de uma necessidade suprema em mim, e o outro é apenas o meio. Outra definição:
Paixão é reconhecer no outro algo existente em mim, que eu adoro e ainda não consegui manifestar!
Observe, descubra o que há nessa pessoa que o torna refém.
Apenas quando optamos por abrir mão dessa estonteante sensação ou dissecá-la, é que poderemos reconhecer e experimentar sensações mais edificantes, mais soberanas, que nos constroem, que nos levam a um autoconhecimento e a uma real experimentação do que chamamos prazer.
A sensação gloriosa de amar e seu complemento maior: tesão!
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Caso a pesquisa de Marazziti sobre a neurobiologia da paixão, não seja suficiente para deixar claro o quanto a “paixão é estressante” para o ser humano, acesse esse espaço novamente. Como uma entusiasta da mutação, em vez de bater forte na “paixão”, começarei a relatar o que é “entusiasmo” e o quanto ele beneficia neurobiologicamente uma pessoa.