Observar não é vivenciar – tenha cuidado ao opinar

O pesquisador, Dr. Eliezer Cerqueira Mendes é médico graduado pela Universidade Federal da Bahia, 1957. Do que sei, é um cirurgião, obstetra e um conceituado psiquiatra.

Personalidade IntrusaEu o conheci em seus trabalhos de campo, que eram chamados de “encontros terapeuticos”, é assim que lembro. Nesses encontros eram demonstradas suas observações, as técnicas que percebia e aplicava. Quem participava era a um só tempo ajudante e ajudado, explico melhor, tanto aprendíamos como experienciávamos suas teorias. É uma técnica de aprendizagem que aprecio. Vivenciar, para mim, é a melhor forma de saber.

O Processo de Captação – A minha experiência
No primeiro trabalho de grupo do Dr. Eliezer que eu participei, não conhecia nada sobre Espiritismo e praticamente nada sobre Candomblé, ou Umbanda, e tão pouco sobre os Carismáticos. Nesse dia, uma das práticas envolvia música, alguns exercícios (olhos de leiga) e depois todos deitavam no chão em colchonetes da academia e a instrução era não fazer nada só se deixar ficar ali após todo aquele exercício. O tempo que ficamos assim, para mim não é preciso, depois sentamos todos, em semicírculo.

O Dr. Eliezer pediu que falássemos: quem quer falar?
Algumas pessoas começaram a falar e eu fui ficando roxa de vergonha, muitas das coisas que eles descreviam eu as havia imaginado.
Desde que me conheço por gente tenho esses lances de ficar imaginando coisas. Não tenho a mínima noção da fonte de tanta criatividade. Caso, fosse inventar, teria que ter uma base para reprodução. Intelectualmente é assim que eu entendo. Neste caso, não havia apoio em vivencias para isso, mas sempre me dei um desconto, como leio tudo o que aparece pela frente, devia ser meu processo de interação com a imaginação.

E aí, ele perguntou para mim: e você, quer falar?
Lembro de quase ter chorado de vergonha, disse: penso que terei que me desculpar, fiquei imaginando essas coisas que as pessoas estão falando. Sempre que estou sem atividades fico viajando, imaginando coisas. Eu não tinha intenção de atrapalhar, apenas quando estou parada, ligo o automático imaginativo.
Lembro de as pessoas me olharem e eu me sentir como um asno perdido, meu desconforto era de amargar.

O Dr. Eliezer perguntou para mim: o que mais você imaginou que ainda não foi descrito?
Eu estive deitada meio pé com pé, com um menino de cerca de 12 anos na sala do encontro e, em volta de nós, havia uma espécie de corrente elétrica, típica de desenho animado quando um personagem leva choque, só que a cor era violeta forte com umas bordas meio verdes que pareciam fagulhas, dava a impressão de ser uma corrente elétrica potente. Depois eu estava em meio a uma plantação de trigo, onde havia um vento muito gostoso que rodopiava na extensa vegetação dourada e um menino corria acompanhando o vento. De repente havia fogo, muito fogo e sobre o menino, que estava no meio, uma fumaça densa. Ninguém conseguiu chegar ao menino, para minha aflição. Nesse momento, eu percebi que estava imaginando coisas tétricas e disse para mim mesma: chega de filme.

Ele olhou para a Maria Hillesheim, terapeuta bioenergética, a pessoa que havia me indicado esse encontro e disse: “parece ser essa a resposta”.Contaminação Vibratória
Mais tarde em conversas, com outros participantes fiquei sabendo que aquele menino estava ali para ser ajudado. Não havia nada errado com a saúde dele, mas ele não desenvolvia pelos.

Dois meses depois, eu vi esse menino novamente e ele estava com pelos leves, tipo um recém-nascido e na cabeça havia um chumacinho de pelos maiores, e ele sorria ao mostrar.

Minha opinião
“Parece ser essa a resposta” (fala do Dr. Eliezer) e eu me sentir um asno, foi para a minha curiosidade uma provocação irresistível. Esse incidente é muito engraçado, sempre que o recordo dou boas risadas e deve ser hilário para os sensitivos que estavam no local, se algum ainda lembrar – Pensar que “comanda a imaginação” e os outros a assistem!

Entendi que:

1 – “captar” e “perceber” eram semelhantes a imaginar.
Era preciso distinguir um processo do outro, e quem desenvolvia essa habilidade era chamado no grupo do Dr. Eliezer, de “um sensitivo treinado”;
Obs.: Essas habilidades são desenvolvidas de forma rotineira em grupos de Candomblé, Espírita e de Umbanda (e outros não citados que se assemelham) e os carismáticos parecem estar iniciando a aceitação desse processo também.

2 – sensitivo “Ser ou não ser”
Como a pessoa pode se tornar sensitiva era um dos estudos que naquele momento estavam em andamento; haviam dois aspectos dessa teoria que já não apresentavam dúvidas:
1º aspecto: Mulheres que passaram pelo processo da maternidade;
2ºaspecto: Qualquer pessoa que tivesse vivenciado uma regressão ao útero materno, seja ela induzida ou espontânea.
Obs.: Para mim restava a questão e os outros?, visto que, parece, que eu já possuía essa capacidade antes de ser mãe. Sabe-se que muitos homens são sensitivos também, pois nos grupos citados acima não haviam só mulheres. O que me levou a outras teorias que já existiam. Uma delas foi a Cosmologia (ler sobre o assunto/clique sobre a palavra), que dizia que todos nós temos variadas capacidades, umas mais desenvolvidas do que outras, mas… latentes: o “Amarelo” é quem faz captações; o “Verde” é quem tem percepções; então basta desenvolver as habilidades que lá estão.

Considero o Dr. Eliezer C. Mendes um pesquisador, com todos os atributos que a palavra pesquisador designa. Tive com ele uma mostra dos resultados de sua observação, aceitei o convite de vivenciar, não só observar.

É das vivências com o grupo dele, que desenvolvi e mantenho uma norma ética: “Observar não é vivenciar, tenha cuidado ao opinar”. Respeito e aprecio de forma significativa o trabalho dele, considero já possuir um pouco de autonomia e não apenas ânsia de liberdade e devo isso a esses encontros.
“Personalidade Intrusa”, “Personalidade Subconsciente”, “Personalidade Hiperconsciente”, a “Contaminação Vibratória”, “Psicotranse”, caso não conheça nada sobre esses assuntos, minha sugestão é: para seu bem, procure saber.

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