Às muitas pessoas que possuem livros de auto-ajuda e os escondem para não serem escachados publicamente, tenho a dizer – brilhante estratégia – leiam sim!
Deus os ajude a compreender a mensagem e os oriente para uma boa aplicação.
Em reuniões informais públicas é clássico esse tipo de reação quando o assunto é “chaves de poder”:
“É só dar ‘pouca importância’ as informações que eles recebem, gerar dúvidas, pronto! Esses ‘sem noção’ são orgulhosos. Certamente jogarão seus livros baratos no lixo, sejam eles verdadeiros ou não!”
Chaves de poder são distribuídas em livros de baixo custo,
de fácil compreensão, populares entre pessoas que possuem pouco tempo para ler, pessoas que executam tarefas rotineiras, pessoas que utilizam sua força em trabalhos que resultam em alimentação, transporte, diversão e proteção em nossas vidas.
Essa parte da população, após um dia exaustivo tem pouca sobra de energia para cuidar de sua vida pessoal, individual, familiar e social (lazer e formação).
Como cuidam do que é difícil e às vezes impossível para alguns executarem, imaginam que estes as conduzem, protegem e as alimentam em nível mental e emocional.
É um doce engano! Segundo os demais, pegam no pesado por absoluta ignorância e devem ser mantidos assim, senão “acabariam os serviçais”.
“Porque quebrar a servidão voluntária de nossos assistentes, ajudantes e pessoas boas de coração, que acreditam que servir ao próximo é tomaládácá?”

Estudos comprovados demonstram que ao utilizamos nossos músculos e mentes para trabalhos rotineiros, precisamos de mensagens simplificadas e adornadas para que elas atravessem todo o cansaço e rotina antes de cairmos no sono.
O livro de auto-ajuda tem a intenção de atingir a inteligência de forma enfática. Precisam chegar antes que os anúncios de cervejas embebedem a todos com suas “chave de poder”.
Chaves, ou códigos, que induzem — a fazer o que não se quer, não se pretendia e não se possui meios de manter. Esses anúncios estão democraticamente disponíveis, sem censura, em horário nobre, sem que ninguém da elite se manifeste chamando-os de primitivos, simplórios ou oportunistas.
O livro de Clotaire Rapaille revela muitos dos códigos usados em nosso cotidiano. Uma boa chance de medir o quanto temos de marionetes. Recomendo.
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