A natureza do amor
“… a atração entre duas pessoas acontece por três vertentes comuns:
1. Alteração do estado mental (ocasionada pelo aumento do neurotransmissor dopamina);
2. Padronização de comportamento com o intuiuto de chamar a atenção da pessoa amada (provocada pela queda da serotonina, um outro neurotransmissor);
3. Ocorrência de pensamentos intrusivos sobre esse indivíduo.”
Essas são as reações bioquímicas dos corpos humanos envolvidos em “paixão”. A pesquisa é da psiquiatra italiana Donatella Marazziti, apresentada durante sua conferência, no 25º Congresso Brasileiro de Psiquiatria
realizado em Porto Alegre. Essa pesquisa resultou no livro A natureza do amor.
Há tempos elaboro um tratado sobre o entusiasmo, quer dizer (corrigindo o exagero), um relato do que observo sobre a falta de distinção entre entusiasmo e paixão. Do que vejo e leio, não há distinção no vocabulário e suspeito, menos ainda nos conceitos que diferenciam essas expressões no universo das relações atuais.
O sagrado está implícito no entusiasmo, enquanto o profano na paixão.
Não se trata de puritanismos aqui, se eu não tiver claro certos conceitos dentro de mim, tudo vira a mesma coisa. Jovens e não tão jovens assim perderam a noção de como essas duas expressões são diferentes, ou melhor, como a paixão veda os olhos de todos, a ponto de o entusiasmo deixar de existir em seus universos e “a ditadura dos sentidos” tomar conta das vidas, das experiências e das escolhas de todos.
Caso a pesquisa de Marazziti sobre a neurobiologia da paixão, não seja suficiente para deixar claro o quanto a “paixão é estressante” para o ser humano, acesse esse espaço novamente. Como uma entusiasta da mutação, em vez de bater forte na “paixão”, começarei a relatar o que é entusiasmo e o quanto ele é benéfico neurobiologicamente para uma pessoa.
Arquivado em: Autoridade


