Ao pai e ao filho

O que se espera de um pai, e o que se espera de um filho

Ao pai a responsabilidade de manter as tradições, manter as regras, dar a direção.
Ao filho obedecer sem questio-nar. Regras absolutas, quase inalcansáveis, aparentemente injus-
tas e desprovidas de prazer em sua execução.

Talvez em circunstâncias seme-lhante, eu também, usasse o mesmo subterfúgio! 

Que tá pegando, ódio dos filhos?
Deve ser quase insuportável manter-se ‘O absoluto deus-das-regras’, ‘das direções’, ‘das tradições’. Imagino, que pais tramam transgressões, traições, preparam tudo para que os piás se tornem alados, tal qual Mercúrio.

Revoltem-se! Retirem de meus ombros o fardo que é acertar as escolhas para o perfeito mundo em que devem andar.

Imagino também, se o mundo não deveria ser mais transparente. Caso, as pessoas mudassem essa atitude de arqueiros poderiam olhar para seus filhos não mais como flechas. Será que esses rebentos perderiam o olhar de franca admiração com que olham para seus pais? Será que deixariam de querer imitá-los?

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