Ao pai e ao filho

O que se espera de um pai, e o que se espera de um filho

Ao pai a responsabilidade de manter as tradições, manter as regras, dar a direção.

Ao filho obedecer sem questionar. Regras absolutas, quase inalcansáveis, aparentemente injustas e desprovidas de prazer em sua execução. Talvez em circunstâncias semelhante, eu também, usasse o mesmo subterfúgio!

Que tá pegando?

Deve ser quase insuportável manter-se ‘O absoluto deus-das-regras’, ‘das direções’, ‘das tradições’. Imagino, que pais tramam transgressões, traições, preparam tudo para que os piás se tornem alados, tal qual Mercúrio.

Revoltem-se! Retirem de meus ombros o fardo que é acertar as escolhas para o perfeito mundo em que devem andar.

Imagino também, se o mundo não deveria ser mais transparente.

Caso as pessoas mudassem essa atitude de arqueiros, poderiam olhar para seus filhos não mais como flechas.

Será que esses rebentos perderiam o olhar de franca admiração com que olham para seus pais? Será que deixariam de querer imitá-los?

Eu acredito que não!

2 Respostas

  1. nao foi muito divertido

    • Eu tive a graça de ter um pai muito humano. Ele era uma pessoa amorosa, alegre, presente. Ser como ele foi uma meta ao meu alcance.

      Meu pai, nas lembranças da minha infância, era um homem feliz por estar com a gente. Nunca foi super-humano e talvez por isso tão próximo.

      Vejo os homens de hoje, sem o gosto por essa felicidade. Estar juntos deveria dar prazer e não gerar tantas cobranças e expectativas. E, como você diz, não é divertido o texto gerado por essa vivência.

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