Liberdade para voar
Aonde vais, com tanta pressa? Ela te impede a percepção dos detalhes, das minúcias, das reentrâncias. Aonde vais? Não tornastes sólido teu território, não primastes por organizar teus teoremas, aonde vais?
Queres que o mundo todo passe por ti veloz e crês que assim registras tudo o que existe?
O pequeno que afastas enquanto rápido te moves, jogado à distancia, ao desconhecido percurso, sem os elos de um talvez, sem os recursos do recuo, não registrastes.
Porque te moves como se a velocidade te fosse gêmea e não teus pares.
Aonde vais?
Aqui é solidão em ti, mas a solidão se faz sentir onde no espaço, senão dentro de um corpo que tenta fugir, e de um espírito que processa os deglutires das razões nem sempre presentes nas ações.
Aonde vais? Para a busca de modelos aqui insondáveis? Insondáveis para ti e confusos para outrem, porque então a certeza de que aqui não devas sondar.
A atual fé te acelera e o registro da visão se desfaz em velozes descolamentos.
Um convite chega, em sussurros meigos… vale a pena ficar se percebes uma nova forma de olhar.
Arquivado em: Imagens



Olha… vamos dizer que esse post foi um tapa na cara pra mim….
Não sei onde vou, mas to indo depressa…
Ooops, devo ter mais cuidado com as palavras : - (
rá…não…mas me fez pensar