A guria
Amor… a guria quer conhecer o que considero o inferno de Dante. Fala com entusiasmo, faz planos, prepara tudo, até a mala. Olho para ela… pura concentração em busca de possíveis lapsos: Não esqueci nada?
[...] Amor, ela se foi.
[...] Amor… a guria quer discutir com Dante, no mundo dele, está claro que ele não vai modificar sua “obra”.
[...] Amor… ela está modificando tudo, disse que ele a segue, assim que perceber as vantagens de um mundo menos vermelho, mais para preto e tons de cinza. Sei não, quando ele se enfurece fica laranja em vez daquele vermelho bonitão.
[...] Amor, a guria está reclusa, todos os que a amam estão próximos, sua tristeza dói, não sei o que faço.
[...] Amor! A guria quer ficar próxima ao mar, diz que cresceu e pode testar suas novas e equilibradas emoções. Diz que precisa experimentar. Amor… ela vai mesmo.
[...] Amor, a guria voltou, vou lá dar uma força.
[...] Amor… desculpa, estou ofegante, corri… A guria quer a suavidade do sereno tocando seu rosto, o cheiro das matas, pisar no capim macio. Ela foi…
[...] Amor, ela voltou! Já conta suas próprias histórias. Os testes de autoria dela foram aprovados. Vi seus cadernos, os rascunhos… Cada história encerra com uma máxima:
“Nunca me enganei! Sou uma baita profissional!, é vida e eu estou viva, é isso aí.”
Amor, esse pedacinho de gente estendeu as asas. Vamos observar o vôo?
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O texto é uma homenagem a todas as gurias (através de uma muito especial), que não tiveram receio de correr atrás de seus sonhos, de seus anseios. Gurias, cujo o medo de errar, foi menor do que o medo de não vivenciar tudo o que a vida oferece.
O ponto de vista é maternal, que partilha com a família seus receios, seus temores, sua aflição enquanto “permite” que sua guria viva, tenha suas próprias experiências.
Uma vida com autoria é a vida de quem escolheu os próprios passos. Reconhece que o fez e registra com impressões fortes o reforço que trouxe às suas estruturas.
Arquivado em: Brumas



Tenho que admitir uma coisa
Não entendi bulhufas…mas eu sou burrinho mesmo
Não. Em absoluto, você não é burrinho. Contexto é necessário. Eu me desculpo, estava sob forte emoção. Uma pessoa que amo muito estava aniversariando.
O filme fica passando do lado interno dos olhos e claro…
xiii, mesmo explicando, quem vai entender uma explicação deste tipo =D
Contextualizei, dei uma geral.
Obrigada Menegroth.
Acho que este texto é para mim….
Muita emoção!
Nunca me enganei, essa “coisa de coragem” vem de família!
muitas bjocas
Fabi Osorio