Irmão Sol… Irmã Lua…

Encontro

Assim, nossa dança em pleno céu…
Assim, o mundo era seu e meu…
Assim, mesmo um distraído passante,
parava a apreciar emanações de uma beleza
que sempre pareceu distante.

Não despertávamos inveja. Interessante…
Havia a expectativa que há á dois irmãos
um brilhante… outro cintilante…

Observados por Marte, que um dia cansado
da beleza plácida e constante,
colocou sobre nós sua lente rubi incandescente.
Sírius antes, iluminava-nos. Cristalinos seres,
agora, consumidos em emoções inconseqüentes.

Acusaste a mim de não agir como irmã.
Vênus decepcionada resolveu intervir,
movendo-me sinuosa… lentamente…

Júpiter percebendo que perdemos a razão,
fez a provocação: Sol aproxime-se,
sua atuação é irmã, alinha a desajustada postura.
Um momento de fragilidade e cupido
desfere sua contagiosa flecha.

Nos afastamos. É dado a dois irmãos
a maior preciosidade, brilhar lado-a-lado.
Marte e Vênus deveriam manter-se afastados.

Netuno em mim elevava ondas enormes.
A violência advinda da tristeza transformou-se em água…
Rios prateados vertiam de olhos consternados.
Urano envolveu-me, sopro leve e forte
evaporando de forma constante toda a mágoa.

Flutuante novamente, inspirei, me aconcheguei.
Hoje, Irmã Lua traz em si
a consciência de refletir Marte e Vênus.

De contar com a força de Júpiter,
o companheirismo de Netuno
e o poderoso Urano
para a embalar e apaziguar, até
… mais um lindo sonho.

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