O Futuro Roubado

06/06/2003

O público que assistiu à vídeo-palestra do documentário “O Futuro Roubado”, produzido pela BBC de Londres, ficou avestruz e girafachocado com as informações divulgadas. O filme foi exibido dia 6 de junho, em Campo Grande (MS), durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente e atualmente é divulgado apenas em circuito fechado, principalmente entre pesquisadores, cientistas e Ongs. O documentário relata e acompanha estudos científicos que demonstram como contaminantes como os pesticidas da classe “organoclorados”, detergentes e componentes de embalagens plásticas causam sérios problemas ambientais e de saúde na população. A palestra e debate teve meadição da engenheira química com doutorado e pós-doutorado e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Sonia Hess.

Os estudos científicos e testes em laboratório registrados pelo documentário provam que substâncias chamadas estrogênicas, que imitam o efeito do estrógeno (hormônio feminino) no organismo humano afetam a reprodução e a saúde de animais e seres humanos. Pesticidas como o DDT, detergentes e todas as embalagens plásticas possuem estas substâncias. O mais alarmante é que os estrogênios contaminam alimentos acondicionados em embalagens plásticas ou em latas com revestimento interno plástico. De cada 10 latas com… Continue lendo

Inquilinos

L. F. Veríssimo – 25/09/2005

Os argumentos conservacionistas teriam mais força se os humanos se reconhecessem como inquilinos do mundo, obrigados a prestar contas de cada arranhão no fim do contrato.
InquilinosFelizmente, você e eu não temos qualquer responsabilidade no funcionamento do mundo. Nenhum de nós precisa acordar cedo para acender as caldeiras, checar se a Terra está girando em torno do seu próprio eixo na velocidade adequada e se as estações se sucedem como devem. Como num prédio bem administrado, os serviços básicos do planeta são providenciados sem que se enxergue o síndico e, no caso, sem taxa de administração. Imagine se coubesse à humanidade, com sua conhecida tendência ao desleixo e à distração, manter a Terra na sua órbita e nos seus horários, ou se – como adorariam os ultraliberais – sua gerência fosse entregue a uma empresa privada, com o poder de suprimir correntes marítimas, encurtar dias ou noites e até mudar de galáxia conforme as conveniências do mercado, sujeita a erros de decisão, fraudes e, claro, falência.
É verdade que, mesmo sob a atual administração impessoal, o mundo tem defeitos, como a distribuição injusta de recursos e benefícios, que só podem ser atribuídos à incompetência, mas a responsabilidade não é nossa. A infra-estrutura já estava pronta quando nós chegamos. Apesar de tentativas elogiáveis, como a do deputado que queria emendar a lei da gravidade para atenuar os gastos da aviação com combustível, não há como… Continue lendo

Quem manda no seu mundo?

Nilson Souza – 06.10.2005 ClicRbs

Eis uma questão desafiadora, que foi proposta recentemente pela rede britânica BBC ao seu público. Na eleição virtual que a tecnologia da comunicação permite fazer de forma quase instantânea, deu, em primeiro lugar, o líder sul-africano Nelson Mandela. Se o planeta tivesse um único líder para receber hipotéticos marcianos no caso de uma improvável visita, seria ele – o homem que ficou conhecido por sua luta em favor da igualdade racial.
Respeitável escolha, sem dúvida.
Mas há um outro mundo que não se restringe às fronteiras políticas do planeta. É o nosso mundinho particular, feito de sonhos, angústias, desejos, frustrações, alegrias e pequenas ações do cotidiano. Na verdade, é nele que habitamos.

Quem manda neste nosso universo interior?

A resposta mais óbvia seria dizer que somos senhores dos nossos passos e dos nossos abraços. Mas basta um mergulho superficial nas nossas motivações de vida para percebermos que outras pessoas têm grande poder de influência sobre muitos dos nossos atos.
Pensando bem, sequer temos livre-arbítrio para escolher nossos afetos. Eles chegam sorrateiros e se instalam (como posseiros, diz a música) nos melhores lugares da nossa… Continue lendo

Domínio ou Controle das emoções?

Controle é uma represa! Represa
Domínio é reconhecer a existência de cheias e vazantes, embarcações flutuantes, irrigação.
Controle é preparar-se para aparar um golpe!
Domínio é velocidade e flexibilidade para evitá-lo.
Controle é norma, regra, expectativa!
Domínio é conhecimento seguro e profundo, objeto privilegiado de estudo, especialidade, experiência.

E os sentimentos, as emoções, como conduzir, como dominar?
Dominar sentimentos, não é negá-los, é conhecê-los, estudá-los. É reconhecê-los, respeitá-los… Sentimentos são voláteis e alimentam o fogo em nós, isso gera medo, da paixão, do tesão. Medo do amor. Pergunte a quem é experiente no assunto, se o medo evitou as sensações.

Somos de vidro podemos quebrar
O fogo há de nos temperar, por isso ele é necessário! Respeitar as forças da natureza (a natureza em nós) é preciso. Evitar? — Esqueça. Controlar? — É uma bola de neve rolando do alto da montanha mais íngreme!

DomínioPara dominar a paixão, primeiro é preciso avaliar essa sensação. A paixão é uma doença e deve ser tratada com tal, ela nos impede de conhecer o amor.  A paixão tem sido a arma mais cruel contra o passo maior em direção a felicidade. Pessoas apaixonadas, não querem conhecer nada além da paixão. Pensam ser esse, o sentimento maior existente.

A paixão nos consome, ardemos em vida, respiramos apenas para mantê-la acesa. Dirigimos toda a nossa capacidade, nossa força para o objeto da paixão. Quem está apaixonado atropela o que estiver em seu caminho para se manter assim. Nenhuma grandeza é respeitada.

Alguém definiu a paixão como: A amizade que se inverteu, ficou descendente, perdeu seus limites! Eu não discordo. Para mim, paixão, é a procura da satisfação de uma necessidade suprema em mim, e o outro é apenas o meio.
Outra definição que destaco por se provar constante nas análises:

Paixão é reconhecer no outro algo existente em mim, que eu adoro e ainda não consegui manifestar!

Observe, descubra o que há nessa pessoa que o torna refém. Apenas quando optamos por abrir mão dessa estonteante sensação ou dissecá-la, é que poderemos reconhecer e experimentar sensações mais edificantes, mais soberanas, que nos constroem e nos levam a um autoconhecimento, a uma real experimentação do que chamamos prazer. A sensação gloriosa de amar e seu complemento maior: tesão!

Todas as suas apostas

O que você não diz, doe em mim.
O que oculta, o que não fala arde em meu peito. Queima…
Sua vida é dura e a aspereza corta-me a alma.
Todas as suas apostas foram ao chão,
mil pedaços, e com elas a sua fé.
Sua dor me fere, me agride…
Pequenina, em pé com sua dor.
Vejo que junta os cacos com tanto amor,
um a um com cuidado, carinho…
todos os pedacinhos e tudo é dor,
lembranças, desesperança, dor…
As lágrimas tentam lavar sua alma,
e ela escapa desse cuidado,
com os olhos voltados ao passado.

Achegue-se a mim… deixe que me aproxime.

Dance me to the end of loveNão sofra assim tão só.
Deixe a tristeza afastar-se, ela é uma amarga companhia.
Deixe seu olhar voltar ao presente…
O futuro não está tão distante quanto você o percebe.
Deixe que a confortável e suave almofada que a acolhe
conte os segredos que a natureza anuncia.
A vida transborda, a todo momento,
em tudo que toca.
Permita à vida levar o que precisa!
Soberana exigente, carrega consigo,
mesmo o que escolhemos amar.
A nós, cabe abdicar…
Pequena, para que tanta dor?
É tão agradável vê-la sorrir.
Esboce um sorriso… Prometa tentar…

Why worry…
Dê a mão ao destino…
Vamos, ele precisa de você!
Há uma história a escrever…
Querida! O destino é o maior dos reis.
Não promete um caminho sem paixões, sem desejo.
Não promete só prazer, paraíso.
Promete o sabor da vida!
Sal e mel, outros sabores que pedir e,
certamente tudo o que precisar
para torná-la essencial a si mesma.
Se possível… também aos que
bendizem sua existência hoje.

É assim que nos aproximamos e
preparamos nossos sensores
à chegada do verdadeiro amor.
Aquele que perto ou distante,
nunca será dor!

Pais e Filhos

Aprisionados – esse é o problema
Encontramo-nos impedidos, imobilizados e reagimos à frustração com revolta. Com ela pretendemos vencer limitações adquiridas com a educação assimilada em casa ou em sociedade. Essa é a intenção. Caso não solucione, ao menos externamos nossa fúria por essa “condição involuntária”.

As causas
A queixa freqüente é sobre os familiares em especial, os pais. A quebra na confiança de boas decisões familiares joga o jovem ao espaço. Ele perde suas referências e pode perder a si mesmo em um círculo infindável de dúvidas que apenas se multiplicam e não lhe trazem a esperada paz.

O que leva a essa quebra

  1. O despreparo desde a infância para tomada de decisões que considere os prós e contras e para colocar-se na posição do outro. “Os enfurecidos não querem se colocar na posição do outro”. — Ok! Nesse caso pode-se medir “os prós e os contras”.
  2. O despreparo das pessoas, frente às suas inseguranças, as faz abominar os questionamentos infantis; Quantos “Esquece os porquês, faça o que eu disse” você já ouviu quando criança?
  3. Os afazeres adultos associados à ciência dos prazos impostos pela sociedade, obrigam a deixar pra lá o que no momento parece bobagem. — “Agora não é hora, vá brincar!”

Adultos mal formados e mal informados, despreparados para funções chaves, uma das quais, tornar-se pai / mãe, colocam para agir em sociedade jovens-problemas.

As possíveis soluções
Raramente se vê, pais e filhos tratarem-se como irmãos. Afinal, é o que somos. O acaso fez-nos pais ou filhos, depende apenas de quem abre a porteira da vida ao outro.

Como irmãos, paridos pela vida, poderíamos nos colocar ao lado, conversar:
— Como foi com você e seu pai/mãe?
— Porque ou para que essa situação?
— Eu estou sofrendo, se há um sentido em tudo isso eu não captei. Sinto-me punido.
— Quebrei algum protocolo, que leitura você (pai/mãe/avó/avô/tio/tia) faz dessa história?

Perguntar… contar como se sente… ouvir! Colocar de lado as reservas, os receios de ferir e sair ferido. Afinal, todos estam sofrendo. Existe a possibilidade de se sair mais forte. Para isso é necessário agir com cortesia.

Reação: De quem é a culpa
Dos pais?
— Foram mal preparados por seus pais e pela sociedade, que por sua vez foram mal formados também.

Dos jovens?
— Esse sente culpa, não sabe de que, mas sente e se enfurece. Sentir culpa sem entender o porquê fragiliza, consome as forças e não resolve nada.

Mágoas?
— Sinceramente há mágoa para os dois, pais e filhos. Os pais embora desejassem o melhor, são considerados incapazes e por vezes até há dúvidas sobre suas intenções. Os filhos trancados em seus traumas, sem entender a atitude dos adultos, queixam-se de suas limitações e sofrem com elas.

Rancor?
— Nessa situação há, dos dois lados, associado a cobranças e ataques esporádicos.

Conclusão
O primeiro passo: é tratar todas as feridas. Alexander Lowen define em detalhe cada caráter e sugere tratamentos em seu livro “Bioenergética“.

O próximo passo: é dissolver as couraças sob as quais nos protegemos. O livro “Shiatsu dos Pés Descalços” de Shizuko Yamamoto é rico em detalhes para iniciantes.

Catarse é um dos meios para sanar a sensação de mordaça, de sufocamento na falta dos direitos essenciais.

Faz-se necessário resgatar o direito a inspirar todo o ar que se precisa, ocupar todo o espaço que o corpo necessita para se estender. Expressar todo o tesão que se sente em um corpo livre, quando despido de todos os entraves às sensações. Saciar a sede de viver, de sentir, de existir, de ser aceitos tais como somos.

O medo da vida
Viver é uma força dominante em nós. Nosso corpo, nossa mente e espírito tentarão o impossível para viver e a consciência corpórea precisa buscar os meios.

Evitamos mágoas, rancores, culpas, se considerarmos que pais, filhos, família e sociedade vivem, sobrevivem sem formação adequada, andamos pela vida de maneira insana. Não acredito em culpados, acredito em responsáveis. Nós, pais e filhos temos a responsabilidade de evitar que essa atuação se perpetue. Como fazer isso:

Comece a elaborar sua tese. Um de nós há de conseguir solução construtiva.

Transformação

Apresentam-se vários exemplos de transformações em nosso dia-a-dia. A civilização as aplaude e as considera preciosas para as necessidades humanas. O vidro por exemplo, se consegue com Sílica(SiO2), que é o constituinte mais comum da areia + soda(Na2CO3) + Oxido de Cálcio(CaO), ponto de fusão de 2000°C = vidro. O grão de trigo sofre inúmeras transformações para desempenhar sua mais nobre função, tornar-se vida.

 Full Metal Alchemist - Cosplay AnimeXtreme 2006 P.Alegre/RSO ser humano supõe-se ser uma composição mineral: 35 litros de água, 20 quilos de carboidratos, 4 litros de amônia, 1 quilo e meio de cálcio, 800 gramas de fósforo, 250 gramas de sal, 100 gramas de nitrogênio, 80 gramas de enxofre, 7 gramas e meia de flúor, 5 gramas de ferro, 3 gramas de silício e mais 15 gramas de outros elementos (Full Metal Alchemist – 1º episódio). O que nos faz também supor que a natureza impera em nós transformações. Demonstra sua intenção desde nosso nascimento, de onde vem uma questão difícil de não aceitar, estamos em transformação diária e isso independe de escolha, visto que a vida encontra um meio (teoria do caos). O que ela pretende para nós? Continue lendo