Quem manda no seu mundo?

Nilson Souza – 06.10.2005 ClicRbs

Eis uma questão desafiadora, que foi proposta recentemente pela rede britânica BBC ao seu público. Na eleição virtual que a tecnologia da comunicação permite fazer de forma quase instantânea, deu, em primeiro lugar, o líder sul-africano Nelson Mandela. Se o planeta tivesse um único líder para receber hipotéticos marcianos no caso de uma improvável visita, seria ele – o homem que ficou conhecido por sua luta em favor da igualdade racial.
Respeitável escolha, sem dúvida.
Mas há um outro mundo que não se restringe às fronteiras políticas do planeta. É o nosso mundinho particular, feito de sonhos, angústias, desejos, frustrações, alegrias e pequenas ações do cotidiano. Na verdade, é nele que habitamos.

Quem manda neste nosso universo interior?

A resposta mais óbvia seria dizer que somos senhores dos nossos passos e dos nossos abraços. Mas basta um mergulho superficial nas nossas motivações de vida para percebermos que outras pessoas têm grande poder de influência sobre muitos dos nossos atos.
Pensando bem, sequer temos livre-arbítrio para escolher nossos afetos. Eles chegam sorrateiros e se instalam (como posseiros, diz a música) nos melhores lugares da nossa… inconsciência. Quando nos damos conta, estamos trabalhando e fazendo projetos unicamente para satisfazê-los, pois queremos ser reconhecidos como seres úteis e amorosos. Não há mal nisso, é da natureza humana compartilhar o melhor de nós com as pessoas que amamos.

O contrário é o egoísmo, que envenena e amarga a existência.
Porém, acredito que existe uma escala de comando na hierarquia dos nossos sentimentos. E este é o exercício que proponho às leitoras e leitores que me acompanham nesta incursão por mundos interiores. Quem manda mais no seu mundo? Em quem você pensa com mais carinho todos os dias? Para quem ofereceria o seu beijo mais precioso? A que comando seu coração se submete sem opor qualquer resistência?
Está bem, sejamos flexíveis. Podemos marcar mais de uma resposta neste impertinente e recém-inventado questionário.
De minha parte, confesso obediência sentimental a pelo menos dois hipnóticos olhares: um transmite serenidade num tom azul profundo, outro expressa inquietude no seu verde mutante, que varia com a luminosidade das manhãs. Espero que o senhor Mandela não me interprete mal.

Fonte

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