Mundo dos contos de fadas

Clarissa Pinkola EstésAinda hoje, esperamos o príncipe encantado. Ainda hoje todas as nossas economias são dirigidas a manutenção de nossa aparência de princesa. Ainda colocamos a fachada sobre tudo o que é essencial.

Perdidas na condição de lindas estátuas a espera do beijo que irá nos acordar, sem dar-nos conta que entre a paralisação e o beijo passaram-se 100 anos.

Seguimos assim, pensando que o lobo pode ser um lobo bom. Que a bruxa tem uma antítese só para a nossa proteção. De ilusão em ilusão deixamos passar… o presente.

Mulheres que correm com os lobos

O arquétipo da mulher selvagem Continue lendo

O mundo como escola

 

Instrutores Populares
Já pensou um bairro inteirinho se transformando em escola a céu aberto?
É o que defende o jornalista Gilberto Dimenstein.
Na verdade, isso já vem acontecendo no bairro de Vila Madalena, desde 1997, quando Gilberto criou a Cidade Escola Aprendiz, um laboratório de inovações pedagógicas. A experiência de sucesso vem sendo indicada inclusive pela Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como referência mundial de inclusão social pela educação.

Gilberto é colunista da Folha de S. Paulo e coordena os projetos da Cidade Escola Aprendiz, além de ministrar palestras pelo Brasil afora e escrever livros. Agora está lançando sua mais nova cria: Escola sem sala de aula, junto com Ricardo Semler e Antonio Carlos Gomes da Costa, em que ressalta a importância de toda a cidade ser uma escola.

 

Esse paulistano de 47 anos foi um dos palestrantes do Fórum Mundial de Educação, que aconteceu em abril na cidade de São Paulo e reuniu cerca de 100 mil pessoas. Ali, ele pôde pela primeira vez expor o que seria essa idéia inovadora de uma “escola sem sala de aula“.

 

A galera do Conselho Editorial Jovem da Vira conversou com Gilberto para entender melhor que história é essa.

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Travessia do Atlântico Sul a remo

I.A.T. - Amyr KlinkNa madrugada de 10 de junho de 1984, em Lüderitz, porto na costa da Namíbia, o barco a remo de um brasileiro desconhecido recebe autorização para zarpar rumo ao Brasil. Amyr Klink partiria para sua primeira grande viagem marítima, e, ao contrário do que possa parecer, essa aventura do jovem paulistano estava de certa forma acabada. O mais difícil já fora resolvido – previsto, estudado e cuidadosamente planejado. Após construir o barco IAT na baixada fluminense e decidir partir da costa africana, o navegador então com 29 anos de idade aportou solitariamente cem dias depois na Praia da Espera, no litoral baiano. Em 18 de setembro de 1984 nasceu para o Brasil Amyr Klink, então chamado de “navegador solitário”.

Hoje o barco IAT faz parte do acervo do Museu Nacional do Mar – Embarcações Brasileiras, localizado em São Francisco do Sul, Santa Catarina. O museu é um dos mais visitados da região sul do país e foi idealizado também pelo próprio navegador. Sua mostra apresenta as tradições navais tipicamente nacionais. Conta com diversos modelos clássicos, inclusive alguns que já não são mais encontrados em nosso litoral, como as famosas jangadas de piúba.

A partir da travessia a remo, Amyr Klink teve … Continue lendo

O tempo, o sofrimento e a felicidade

Conceito do texto:
modo de ver o mundo com relação a tempo e sofrimento, tendo base a natureza.

Você já parou para pensar o quanto o tempo cronológico e o sofrimento humano têm em comum? Aonde começa um e termina o outro, é definido por uma linha muito tênue. O tempo abastece a mente e os pensamentos.

Você está feliz hoje? Se pensou que não, nesse exato momento: há algo ruim acontecendo? Não a uma hora ou um ano atrás, mas agora, enquanto você lê esse texto, existe algo lhe prejudicando? Provavelmente não há, mas você se encontra num estado que interpreta subjetivamente infeliz, por conta de um passado deixado para trás ou ainda de angústias relacionadas ao futuro. Estabelece-se um sofrimento imaginário.

O que você sofreu no passado tem sua importância, Confira na íntegra

Fonte:www.gnunes.net

Devana Babu

História de um Brasileirinho pra lá de observador – Assim é o Brasil e sua gente.
Surpreendente e enternecedor, merece espaço. Escrita por David Coimbra. Confira…


Devana Babu

Conheci Devana Babu em uma escola pública pobre de um lugar paupérrimo: São Sebastião, cidade-satélite de Brasília. Estava lá, a 2.027 quilômetros dos chopes da Calçada da Fama, a convite da Secretaria de Educação do DF. Missão singela: conversar com os alunos sobre livros que escrevi. A cidade é feia, poeirenta, chega-se à escola por uma rua de chão batido que nem rua é, é mais um terreno baldio.Devana Babu

Mas, quando comecei a falar (e a ouvir), que surpresa. Os alunos prestavam atenção, compenetrados, faziam perguntas inteligentes. Tinham lido os livros, elaborado redações, desenhos, histórias em quadrinhos e peças teatrais baseadas em alguns contos. Assisti às peças, vi os desenhos, me encantei. Eram ótimos!

Então apareceu Devana Babu. Um mulatinho mirrado e sorridente. Chegou dizendo que também escreveu um livro. Pedi para ver. Ele me deu um exemplar e o autografou. Cinco folhas de papel-ofício grampeadas. “O Esdrúxulo”, o título. Li a apresentação, escrita por ele mesmo, e fiquei assombrado. Reproduzo-a: Continue lendo