Páginas da Vida

Ensina-me a viver – A expressão não é minha, é do filme “The grass harp” de Charles Matthau, 1995, antiguinho, mas excede em sabedoria. De lá para cá tivemos outros, Robin Williams é um ator que representa com excelência a sensação de estar vivo. Têm muitos outros exemplos, não vou me alongar mas, aceito longos comentários. 😀 Depois de um dia cheio resolvo relaxar. Como?
Com o controle remoto da tv, troco de canal o tempo inteiro, Continue lendo

Ama-se por quê…

Não porque o ser é belo. Não porque é inteligente.
Nem porque não é chato, ou, por não ser um pé no saco.
Ama-se!
Inexplicável sentimento…
Aproxima-se de nossa alma e
amolda a vida ao seu movimento.
Ama-se sem que o sentimento se justifique.
O coração tem dessas coisas,
por mais que se insista,
ele acredita que o amor irradia uma luz invisível
aos insensíveis e que ele, o coração, acolhe como real.
Real de realeza, excessiva beleza, incomensurável grandeza.
Elege alguém que pode parecer tonto, em desencontro,
que se atrapalha, que falha, que se encolhe, se esconde,
que se defende e até ofende.
E, alguém eleito desse jeito,
ganha uma alma, ganha um ser benevolente,
ganha um amor paciente e, um coração contente.
Embora o consideremos inconseqüente.

Sintonia

Tenho uma amiga que vocês deveriam conhecer.
Ela é filha de duas pessoas que têm por caminho, existir!
Do que sei, Continue lendo

Aceitar-se: A dúvida

Dúvida é um entrave. Percorro a distância entre o agora e meu objetivo, ou, trato do que me distrai?
Pretendo seguir, não me dispersar, e algo me puxa, me prende.
Antes fazer algo a respeito, do que seguir em frente dividida.
Tomei coragem e visitei “aquela”, que aqui vou tratar como “amiga”. Link
Digamos que meu ressentimento, ou orgulho ferido, me dá desculpas fodásticas para não fazer o que estou fazendo agora. Bien, vá se danar o orgulho.

Liguei, …
e desliguei, antes do telefone ser atendido. Vou direto. Quebra de protocolo, porém, dane-se. Faço algo espontâneo, ou… Ah, sei lá. Toquei a campainha, quem me atendeu ficou pálida. Pedi para ser recebida. Poucos instantes, e fui recebida, no jardim, com desculpas pelo resfriado e a justificativa de minha saúde estar mais segura ao ar livre.
Respondi: – Muito agradável os cuidados que você tem com quem recebe. Mesmo não estando saudável, recebeu-me e ainda tomou cuidados para com meu bem-estar. Obrigada.
Vou procurar não abusar de sua hospitalidade. Vim, porque acredito que sua atenção merece uma atitude coerente. Vim agradecer, por chamar minha atenção para a forma como venho atuando. Considero isso uma falha estúpida no meu caráter. E, a correção só é possível após a identificação. Acredito que, só, eu não teria condições de perceber a tempo de não prejudicar as relações, que considero essenciais, para o sabor à vida que eu escolhi. Minhas desculpas, pela forma como procedi no encontro. Considere ser inerente a pretensão, a falta de humildade, e entenderá porque reagi mal a todos os seus cuidados.
Imagino estar na lista de personas não gratas em seu lar. Se isso ocorre, apelo aos seus nobres sentimentos. Tenho a meu favor a boa vontade e uma persistência assombrosa, para colocar essa falha em foco e tratá-la como prioridade.

Raramente encontramos alguém que coloca seu tempo voluntariamente à disposição do crescimento alheio.
Sinto-me honrada em partilharmos o mesmo meio. Entenderei quaisquer de suas atitudes, em relação à forma como me portei na última recepção.
A resposta?
Chegou minha parada, preciso descer.
Posso garantir, que a resposta foi tão surpreendente que eu colecionadora de records do menor tempo na distância percorrida entre dois pontos, descobri o valor de reduzir e fazer uso das curvas, voluntariamente.
T+

Veríssimo em Contra-Indicações

“Contra fel, moléstia, crime
use Dorival Caymmi.”
Contra tudo que é dark
ouça e leia Chico Buarque.
Labirintite, luto, pus?
É batata: Moacyr Luz.
Contra impulsos suicidas
leia coisas divertidas
até que a angústia estanque.
E muito, mas muito, Aldir Blanc.
A vida está dura? Zuenir Ventura.
Conta sem saldo? … Continue lendo