Auto-engano

[…] Pior que o simples desconhecimento, contudo, é a ignorância potenciada de uma falsa certeza — o acreditar convicto de quem está seguro de que sabe o que desconhece. Abrir-se à dúvida radical — à possibilidade de que estejamos seriamente enganados sobre nós mesmos e sobre as crenças, paixões e valores que nos governam — é abrir-se à oportunidade de rever e avançar. É ousar saber quem se é para poder repensar a vida e tornar-se quem se pode ser. […]

Eduardo Giannetti, em Auto-engano

Livro Auto-engano — sinopse:

Este é um livro sobre as mentiras que contamos a nós mesmos. Mentimos para nós o tempo todo; adiantamos o despertador para não perder a hora, acreditamos nas juras da pessoa amada, só levamos realmente a sério os argumentos que sustentam nossas crenças. Além disso, temos a nosso próprio respeito uma opinião que quase nunca coincide com a extensão de nossos defeitos e qualidades. Sem o auto-engano, a vida seria excessivamente dolorosa e desprovida de encanto. Abandonados a ele, entretanto, perdemos a dimensão que nos reúne às outras pessoas e possibilita a convivência social. O problema é que as mentiras que nos contamos não trazem seu nome verdadeiro estampado na fronte. É preciso, por isso, analisar os caminhos que nos levam até elas; encontraremos aí a origem de grandes conquistas e alegrias, mas também dos sofrimentos que muitas vezes causamos a nós mesmos e às pessoas que nos cercam.

A Livraria do Globo vai deixar saudade

Durante o tempo em que as Igrejas começaram a fechar as portas durante o dia, para que mendigos não as invadissem (uma surpresa das mais desagradáveis para mim), fiquei sem lugar para reflexão. Era 1985, aproximadamente.

Achei que o Cara lá de cima precisaria achar um outro meio de transmitir soluções para minhas necessidades. Continue lendo

Abelhas

Luis Fernando Verissimo
12/07/2007 – ZH

Não quero ser alarmista, mas as abelhas estão dando o fora. Não sei se você já leu. Começou nos Estados Unidos, onde as abelhas estavam saindo das suas colméias e não voltando. Nos Estados Unidos poderia haver uma explicação lógica para o fato: as abelhas estariam simplesmente desistindo do governo Bush e emigrando. Mas o fenômeno se repete no resto do mundo. Ninguém sabe para onde vão as abelhas que não voltam. Não morrem, o que poderia ser atribuído aos agrotóxicos.

Desaparecem. Se veículos espaciais estão vindo buscá-las (talvez os mesmos que as trouxeram), ainda não se viu nenhum.

As abelhas têm um apurado senso de orientação e poder de comunicação. Transmitem ao resto da colméia as exatas coordenadas de um campo florido descoberto, através de uma dança. Talvez apicultores tenham notado uma mudança nos movimentos das danças ultimamente e não dado a devida importância. Talvez as abelhas já estivessem dançando pavanas para um mundo em agonia há algum tempo. A verdade é que elas parecem saber algo que nós não sabemos.

Mundo visível, mundo invisível

Sinto que há algumas vantagens de ler em grupo certos textos, ou mesmo individualmente cada um em seu espaço, no seu ritmo, mas no mesmo período de tempo. Parece-me complementar o impacto de cada informação nas vivências de cada um. Ajuda a gente a se conhecer melhor, a reconhecer o outro.

Mundo visível e invisível

Mundo visível e invisível

Busco fazer uma síntese permeando o mundo visível e o mundo invisível já a algum tempo. Vou agrupando informações, é um assunto complexo. Linguagens diferentes para situações idênticas. Percebi a necessidade de definições, equiparar conceitos e uma boa vontade que certamente me faltou até hoje.
De repente alguém resolve bancar mercúrio e facilitar o que já parecia impossível.
Sempre ouvi dizer que quando se quer muito alguma coisa, o universo conspira a seu favor. Assim, uma querida amiga me apresenta o livro “A Mulher Moderna em Busca da Alma – Guia junguiano do mundo visível e do mundo invisível”. Essa amiga costuma enviar textos valiosos e trocar impressões sobre o que lê e segue algumas sugestões de leitura. Bem, esse livro traz todos os resumos que eu gostaria de ter, passo-a-passo.

A autora é June Singer, um livro de 1990, a tradução para o português em 2002, por Maria Silvia Mourão Netto – Editora Paulus.

Assim, fico disponível para os outros projetos.
Comunidades, amizades e outras …ades facilitam muito a nossa vida.
Grata pela indicação Carol.