Resiliência: As reações salvadoras

Jorge Caldeira – Sociólogo e Historiador, em Conexão Roberto D’Ávila, diz que: “Os portugueses não permitiam que as colônias recebessem educação. Enquanto os espanhóis distribuíam bíblias em guarani, os portugueses puniam os impressores e tomavam-lhes as máquinas, desmontavam e as transportavam à Portugal.”

Algumas reações podem ser salvadoras, embora condenadas pela sociedade
Em Resilência, Os patinhos feios e Uma maravilhosa infelicidade, B. Cyrulnik nos mostra, “As crianças abandonadas que vivem nas ruas, especialmente na América Latina, só podem sobreviver tornando-se delinqüentes. Aquela que não sabe roubar, que não sabe se juntar a outros para agredir os adultos, possui uma esperança de vida de oito a dez dias. Nesse caso, a delinqüência tem o valor de uma adaptação a uma sociedade louca.”

Uma brasa resiliente pode ganhar vida quando atiçada diz em O murmúrio dos fantasmas “[…] esta criança desorganizada pela desorganização do seu meio, […] para poder retomar o desenvolvimento.” […]”Cada criança responde à sua maneira, mas, quando a privação durou demasiado tempo, quando a extinção psíquica foi total ou quando o novo ambiente não avivou as brasas da resiliência, será difícil para a criança retomar a vida. […]” Boris Cyrulnik – Um dos fundadores do Grupo de Etologia Humana

Interessante, uma decisão dessa magnitude, do passado, ainda estar embutida na cultura brasileira, e se reproduzir, apesar de não mais prestarmos conta a Portugal. Por outro lado, não o conteúdo do ensino em si (que geralmente é tendencioso), mas os métodos, em geral, são capazes de quebrar paradigmas. Sei que as técnicas precisam ser aprendidas, portanto a busca delas é uma questão de foco.

A escolha dos soberanos portugueses em manter o povo brasileiro na ignorância, mantida após a independência e seus resultados, ou seja, a violência de hoje – segundo estudiosos – em sua maioria tem solução. Imagino que se nos atermos aos métodos de aprendizagem, métodos de resolver conflitos, métodos disso, métodos daquilo, há possibilidades de encurtar distâncias, para uma funcionalidade da pessoa de forma integral.
Uma estratégia possível para cimentar as bases na busca de discernimento.

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