As palavras e os sentidos

“Ora (direis) ouvir estrelas!”
É de Olavo Bilac a primeira poesia que me foi formalmente apresentada.
Antes, as palavras que descreviam os sentidos eram músicas: “De muito longe vem uma canção, suavemente como uma oração e um anjo azul entre bruma e véu veio abrir pra nós os portões do céu…” – Moacir;
“Tu és divina e graciosa estátua magestosa do amor por Deus esculturada e formada com ardor da alma da mais linda flor…” – Pixinguinha;
Eles e J. G. de Araújo Jorge nomearam meus anseios de vida, meus planos para íntimas relações.
Em Silenciosamente J.G. mostrou, para mim, o que é intensidade:

Seguimos assim, juntos, felizes,
Juntos, felizes, pela vida a fora…
– Tu, no silêncio em que mais coisas dizes !
– Eu, no silêncio em que me encontro agora !
Meu passo há de seguir por onde pises!

E a tua mão, que em minha mão demora,
há de, com o tempo, até criar raízes,
unindo vida a vida, hora por hora…

É um olhar ao passado. Ainda… um nítido retrato do que eu quis viver.

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