Liberdade para voar

Aonde vais, com tanta pressa? Ela te impede a percepção dos detalhes, das minúcias, das reentrâncias. Aonde vais? Não tornastes sólido teu território, não primastes por organizar teus teoremas, aonde vais?

Queres que o mundo todo passe por ti veloz e crês que assim registras tudo o que existe?

O pequeno que afastas enquanto rápido te moves, jogado à distancia, ao desconhecido percurso, sem os elos de um talvez, sem os recursos do recuo, não registrastes.

Porque te moves como se a velocidade te fosse gêmea e não teus pares.

Aonde vais?  Continue lendo

Anúncios

Deixa que está perfeito!

Deixa que esta perfeito d

Deixa assim, não move nada, não muda nada.
Deixa que está perfeito!
Não muda o brilho, não muda a luz, não te movas.
Deixa que está perfeito!
Eternizo esse momento! Paraíso de meu sentimento…

E sua voz chega doce e quente,
como pressentindo meus temores de adolescente:
– Escuta benzinho, achegue-se a mim…
Asseguro a você que é seguro o caminho.
Asseguro que o vento não é vento, só quando em movimento.

Asseguro que mover-se traz inovado equilíbrio…
Permeie-se com os novos convites a sensitivas impressões.
Aventure-se…Um passo, mais um… Atente às sensações!
Aprecie o novo ângulo…
Supreenda-se, há mais do que imagina existir.

Tome alguma distância e olhe para mim…
verá que sente ainda meu calor e carinho.
Assim… não se afaste muito…
Assim… seu olhar que me desenha com tão meigo desalinho,
se tornará eterno nas memórias que conservo com carinho.

Ao pai e ao filho

O que se espera de um pai, e o que se espera de um filho

Ao pai a responsabilidade de manter as tradições, manter as regras, dar a direção. Ao filho obedecer sem questionar. Regras absolutas, quase inalcançáveis, aparentemente injustas e desprovidas de prazer em sua execução.

Deve ser quase insuportável manter-se ‘O absoluto deus-das-regras’, ‘das direções’, ‘das tradições’. Imagino, pela maneira que agem, que os pais tramam transgressões, traições e preparam tudo para que a piazada se torne alada, tal qual Mercúrio. Revoltem-se, parecem dizer, retirem de meus ombros o fardo que é acertar as escolhas para o perfeito mundo em que devem andar.

Imagino se o mundo não deveria ser mais transparente
Caso as pessoas mudassem de atitude, poderiam olhar para seus filhos não mais como flechas. Nós somos o arco que Deus estica ao máximo e as crianças, talvez, flechas, mas não somos o arqueiro. Penso, se desfrutássemos como dois instrumentos servos, de uma ideia maior, nossos rebentos perderiam o olhar de franca admiração com que nos olham, principalmente como olham para seus pais? Será que deixariam de querer imitá-los?

Eu acredito que não!

Fui citada pela blogueira nota 10 mil!

Preciso segurar a emoção. Não esperava ser citada. Ela é bem exigente e seu blog é uma delícia. É como chegar e encontrar uma amiga que troca dois dedinhos da melhor prosa, compartilhando suas vivências comigo. Exagero? Vai lá e confere. Taí o link do Hellfire Club

Indicar blogs é revelador. Apesar de admirarmos alguém, nem sempre contamos…, é bom contar. Continue lendo