Pronto!

Apenas essa lâmpada está acesa. Fechei as portas e as cortinas.
Estou trêmula, ansiosa. A conversa agora é entre a gente.
Sabes o trabalho que tive para te trazer até aqui, te ocultar não é pouca bobagem.
Sabes os riscos. Meu coração se acelera, vou retirar o manto que te cobre.
Antes, preciso dizer, pode parecer quase uma prece, não sou piegas, mas é tão importante que te reveles para mim.
Não te ocultes com símbolos e rebuscada aparência.
Não oculte teus sentimentos, tuas verdades, quero que as entrelinhas do que me dizes sejam táteis.
Deixe que eu veja o que não mostraste aos demais.
Deixe que eu navegue no sonho de tua concepção.
Faça-me palco de tua revelação e tratarei de te ter, para sempre, como inspiração.
Pronto!
Linda capa, meu estimado livro.

Trotsky

SINOPSE – Fonte: Livraria Cultura

‘Trotski – O profeta banido’ (1929 – 1940) encerra a trilogia de Isaac Deutscher, importante biógrafo dos líderes revolucionários russos, sobre a história da vida e obra de Trotski a partir de 1921. Neste volume, Deutscher descreve o catastrófico ‘dénoúment’ do drama de Trotski. No ‘dénoúment’, o protagonista da tragédia normalmente sofre a ação em vez de exercê-la. Entretanto, até o final, Trotski permaneceu o ativo e lutador antípoda de Stalin, seu único antagonista verbal. Durante estes últimos onze anos, de 1929 a 1940, na URSS, nenhuma voz podia se erguer contra Stalin, e nem mesmo ouviam-se os ecos das lutas primitivas e intensas, a não ser as servis confissões de culpa a que foram reduzidos muitos dos adversários de Stalin. Conseqüentemente, Trotski permaneceu sozinho contra a autocracia stalinista. Era como se um imenso conflito histórico tivesse se transformado numa controvérsia e num feudo entre dois homens. ‘Trotsky – O profeta banido’ examina as grandes controvérsias da época, pois na vida de Trotski o debate ideológico é tão importante quanto a cena da batalha na tragédia de Shakespeare – através dela o protagonista revela seu caráter enquanto caminha para a catástrofe. Mais do que nunca, Deutscher detém-se neste volume na vida privada de seu personagem, especialmente no destino de sua família. Vezes e vezes os leitores terão de transferir sua atenção da narrativa política ao que a linguagem popular insiste em chamar de ‘história humana’. Neste período, a vida de Trotski é inseparável de seu destino político – dá uma nova dimensão a sua luta e adiciona sombria profundidade a seu drama. O acesso a fontes até então inexploradas permitiu versões total ou parcialmente novas de muitos acontecimentos e episódios cruciais. Neste livro, é narrada a estranha e tocante história baseada na correspondência íntima entre Trotski e sua esposa e filhos, correspondência que o biógrafo teve o privilégio de obter e que faz da obra referência no estudo das transformações políticas na Rússia.
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Uma resposta

  1. […] a algum tempo atrás no Blog, com o relato de uma pessoa muiiito culta, que descrevia sua afeição pelo o livro de Trotsky, de capa vermelha, um frangalho de cultura que lhe sobrou e que só poderia ser retirado de seu […]

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