BIOS – Construção e Desconstrução

Em meus primeiros passos para utilizar o computador (PC), não conhecia a nova tecnologia e seu vocabulário, mas adorava a idéia de maior flexibilidade na informação.

O computador era um Pentium 133, o windows original era o 95, mas usávamos o 98 e… ele trancava! Na época eu não tinha conhecimento suficiente para identificar se era software, hardware, rede, ou abuso da máquina, portanto chamava o técnico. Diante de meu esforços em clarear o problema (trancou quando e como), ele esclarecia: — Parece BIOS!

Caso, ainda exista algum leigo visitando esse espaço chamado Kuinzytao, traduzo: B= bixo; I= ignorante; O= operando; S= sistema.

Construção e Desconstrução
Nas relações profissionais, não é raro se  sentir assim, um estúpido. A tendência normal nessa circunstância é tornar-se explicativo, o que transforma o sujeito em um inoportuno, tal qual a minha relação com o técnico.

Um modo antigo, utilizado para descontruir uma pessoa é não dar a ela tempo de reflexão sobre o trabalho que executa. Não sendo máquina, nesse ritmo, ela vai errar, no caso, essa é a intenção. Ponto para quem joga, e não é a pessoa em desconstrução, essa foi reduzida a condição de quem recebe a tacada. Vamos então, ao jogador.

Quem é o jogador e porque joga?
O jogador pode ser aquele que lembra de receber críticas desde que nasceu. Faz seus esforços em busca de soluções, consegue algumas, mas suas certezas foram abaladas no processo de auto-defesa. Não está certo se vale a pena baixar a guarda; Pode estar investindo em uma miragem; Há dúvida, angústia, possibilidade de se decepcionar somada a resistência natural do meio ao processo de mudança.

Um exemplo, à crítica voraz dos  pais, ao tempo utilizado em jogos, recebe dos jovens a resposta: — Não há como vencer os pais e não há como pactuar com eles. Vou a um espaço (jogos) em que há regras que eu posso estudar e atuar sem todo o estresse que é a relação com os velhos. Risquem da lista o “Winning Eleven“, ele faz a garotada testar a resistência das paredes com muitas cabeçadas.

A fuga, para um mundo com regras claras, parace ser o que sobrou a esses jovens, novos lideres atuantes no mercado, já que seus pais estavam indisponíveis  ganhando a vida ou sobrevivendo a sua maneira. Mas, seria o mundo corporativo fácil e com regras claras?

A esses líderes falta alguém com paciência e gosto para olhar suas atuações e trocar observações sem colocar o dedo na ferida. Material em falta no mercado, lembrem que essa geração de pais buscou a fonte da juventude, não queriam envelhecer e não assumirão uma atitude adulta, pois isso os torna “velhos”. Eles são jovens de cabeça, de roupas, de estilo de vida.

Quem sou eu?, é uma pergunta importante para “a pessoa em desconstrução
Não se intimide em lembrar das qualidades que você sabe que tem, as que já provou a si mesmo que possui.
As pessoas admiráveis, para mim, são as que percebo em formação. Posso não dizer a toda hora que as admiro, mas meu olhar deve deixar transparecer, pois o que sinto é muito forte.  Quer me ver encantada é perceber que a pessoa está em busca de si, está em resgate de partes que se perderam dos bons projetos por falta de fé nos demais.

Um passo construtivo
No meio profissional não cabe muita babação. Utilizando o esdruxulo significado BIOS, que cabe para qualquer sistema,  se você for a pessoa em processo de desconstrução, caberia dispensar uma manhã para prestação de contas, acentuando “Os dez maiores acertos operacionais de seus pares”,  já que as cobranças, as falhas, naturalmente se acentuam.


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