Um mar de emoções

A força das marés… é assim que eu sinto, quando estou perto de algumas mulheres. Desconhecem ou esquecem, o quanto os seres humanos são líquidos e o fazem com uma freqüência assombrosa.  Quando parecem ter habilidades sobre suas sensações, como a maioria dos homens, tem pouca paciência ao repassar o conhecimento, ou seja, trazem os vícios. Agem como se fossem sobreviventes que esgotaram sua energia no processo.

Impressiona… o assunto ter tão pouco da atenção feminina. Parecem em um nível de inocência perigosa, quase em um estilo de brincar com a fragilidade.

O que é um mar de emoções?
— Uma selva inóspitata, areia movediça, solo escorregadio, água lamacenta. É o perigo inesperado impedindo o natural respirar, onde o maior dos perigos é a sensação de estar absolutamente viva, presente, atenta, cheia de sensações, quase erótica ou até erótica. Pois algo a obrigou — contra a sua vontade — a ser reativa.

Na Selva, em perigo, você pode parecer e correr como louca, não se preocupar com os cabelos, com a postura, com a aparência. Você pode se defender com unhas e dentes. Você pode agredir quem lhe agride. Você pode deixar fluir a mulher selvagem e isso dá tesão, isso é sexo (encontro profundo) com a sua própria natureza.

Será por isso que cultuamos pessoas belicosas, agressivas e quase as protegemos? É para mantermos uma certa proximidade com a primitiva natureza, que estamos sempre escolhendo estes parceiros tanto na vida pessoal, como profissional? Eles desconhecem a compaixão, praticam no mercy (sem misericórdia), no quarters (sem dar abrigo, sem prisioneiros), com eles somos obrigadas a mover todas as nossas forças, nos tornando viscerais. Assim, temos a desculpa que precisamos, para ser o que somos de mais poderoso e a sociedade precisa aceitar e desculpar, pois não fizemos porque queríamos, mas contra a nossa vontade. É nossa natureza impetuosa pedindo passagem e respeitando, do seu jeito, nossa atitude poser.

Todos os dias um baile de máscaras
O Século XXI é hoje, não somos as damas antigas, não estamos no passado. Somos as mulheres que a sociedade esperava ver no futuro. Hoje é o futuro e hoje somos as mulheres do Século XXI. Convido todas a bordo, a assumirem seus papéis verdadeiros, deixando de lado o contágio emocional.

Imagine-se vestida do modo como se sente hoje
Quais os trajes adequados, qual a época que reporta a forma como você se sente e age hoje?
Bem vinda a bordo entre e assuma novos hábitos, estamos no Século XXI.