De frente — não de costas

Balançando o 2010 para olhar 2011 de frente
Lembro de estar dando adeusinho para 2009 — um ano em que quase morro em mãos inconsequentes — cheia de esperanças em um 2010 em que só coisas boas iriam acontecer, “com certeza”.

Começou bem mesmo. Marido com emprego novo e bom depois de muitos anos de penúria. Meu trabalho, como sempre, estimulante e criativo. Começou bem! Filho entrando no quartel, escolha dele — o caminho do guerreiro. O outro com lindos planos de autonomia. Bem, bem… Deus olhou para mim este ano, foi o que pensei. Ideias mil, para um ano encantador e criativo, foi o que determinei para 2010.

Deu certo! A criatividade entrou em todos os níveis da minha vida. Criar vida nova, em um ano novo, é inspirador, mas… é preciso aceitar também que o poder de Marte abrindo caminho para Vênus é “quase um apocalipse”.

Então… o que sobrou de toda a expectativa, foi criatividade, um garoto que não quer ser só guerreiro quer outras experiências também e outro que já escolhe para onde quer se dirigir. Uma mãe feliz.

Do mergulho que dei, nas minhas necessidades de renovação, neste power-2010, resultou em alguns encontros valiosos para compartilhar.

Bert Hellinger, foi um belo encontro. É um teólogo, filósofo e psicoterapeuta, criador de uma nova abordagem de psicoterapia sistêmica. Conceitos como: consciência, indignação, e transmissão de responsabilidade aos descendentes, são revistos resultando em calma e clareza.

O sofrimento decorrente da absorção de um “conceito irreal” consome a paz interior e incapacita a pessoa para a felicidade. Um exemplo:

Uma mãe ou pai deixa sob a responsabilidade de um dos filhos os cuidados com os irmãos menores por toda a sua infância e adolescência, transferindo sua obrigação a esta criança. Mais tarde esta criança, já adulta, possivelmente terá desenvolvido a expectativa de ser cuidada ou tratada de forma especial por aqueles a quem dedicou anos de sua vida. No entanto, esses irmãos não se sentirão responsáveis, pois não a viam como um substituto de pai ou mãe. Possivelmente,  com a mãe e o pai presentes, o registro desta representação foi de alguém que os pais determinaram com a obrigação de servi-los. Cobrar desses descendentes gratidão ou respostas coerentes com esta injustiça vivida, é transferir a eles uma responsabilidade que não lhes cabe.

Esse entendimento, quando consciente, libera a pessoa. Primeiro, de se sentir responsável pelos irmãos até o fim de sua vida; segundo, dos sentimentos de mágoa com a suposta ingratidão de seus irmãos que não a reverenciam. Assim, com o conceito agora real, ficará livre para escolhas pessoais e não transmitidas.

Estive ausente no blog, quase todo o ano de 2010, ano power, de muitas mudanças, muito sofrimento e de muito aprendizado.

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