Tempo em que a terra gemia

Houve um tempo em que a terra gemia
E um povo tremia de tanto apanhar
Tanta chibata no lombo que muitos morriam
No mesmo lugar.

Deu bandeira, dançou na primeira, dançou
Capoeira, dançou de bobeira, dançou na maior
Deu canseira, sambou na poeira, tossiu na fileira,
Dançou pra danar

O meu pai, minha mãe, minha avó tanta gente
Tristonha que veio de lá. Minha avó já morreu,
O meu pai lá se foi, só ficou minha mãe pra rezar.

Deu bandeira…

Vez em quando me lembro dos fatos que meu
Avô cantava nas noites de frio.
Não chorava, porém não sorria, mentir não mentia
Fingir não fingiu.

Deu bandeira…

Liberdade além do horizonte, morreu tanta
Gente de tanto sonhar. Foi Zumbi!

A Princesa Isabel assinou um papel
Dia 13!
Itamar Assumpção

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2 Respostas

  1. Zu, estou gostando muito dos poemas… os que vi, até aqui, sempre trazendo uma realidade nua e crua. Assim devemos ver o mundo, não é? Além de sonhar. bjs

    • Oi Rose, ver o mundo sem as lentes rosas é uma questão de crescimento para mim, um trabalho, acredite doloroso. E quando sem elas, percebo que sonhar uma realidade melhor, é um sonho muito bom, mas a base é a realidade. Para reconhece-la preciso de todos os meus sensores presentes, depois eu os ausento para flutuar em alternativas.
      Mas… um pouco de arte, ajuda bastante a transcender as limitações. 😀
      Bjs

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