Os esforços para tornar a consciência o piloto de sua vida

Destino este inconsciente

. . . . . . . . Destino este inconsciente . . . . . . . . . . 

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Em pensamentos, palavras e obras

O observador theater_panels

Depois de meses transmutando, examinando detidamente as sensações, sentimentos e emoções, este é o instante em que me sinto limpa. Com sensações, sentimentos e emoções só minhas.

Ser uma pessoa empática na ativa (por mais responsável e treinada que eu seja) me traz transtornos. Não é uma sensibilidade que se deva ligar e desligar com os horários terrenos, apesar de muita gente fazê-lo e aconselhar que se faça. Um auxílio fraterno não pode ser avaliado em minutos ou segundos, resolvido em instantes ou adequado a nossa agenda ordinária. Tudo ou todos tem um tempo próprio.

Funciona do mesmo jeito que o setor de apoio já tão conhecido no meio corporativo. As pessoas vão para casa após o horário comprometido e o setor de apoio se encarrega de que a energia se mantenha para a conservação do todo, na ordem possível, até que no amanhã os responsáveis assumam seus afazeres novamente.

Ser uma pessoa empática me compromete com pensamentos, palavras e obras gerados a partir da relação com aqueles que encontro em meu caminho. Considero esse compromisso de uma rara beleza. Uma oportunidade de olhar por dentro (como estar em uma apresentação IMAX) nossas teorias e como elas funcionam em cada passo de nossas vidas; o que gero de impacto em minha relação com o outro; o que o outro gera a partir de sua relação comigo; e o impacto sobre a aura dos que estão ao redor. Há ênfase nos sentimentos gerados em uma condição empática. Não posso impedir alguém de sentir, mas o que esse alguém faz, com aquilo que sente, gera ao seu redor, às vezes, sofrimentos inomináveis, no âmbito dos compromissos assumidos em parceria.

O privilégio da empatia é para mim um auxílio para atitudes nas áreas delicadas da moral e da ética. Para o empático pouco se oculta. Quem sabe, a geração que trouxe ênfase nessa prática, comece a perceber quanta nobreza gera observar com essa capacidade de imersão, utilizada em toda a sua extensão. É possível que se torne impossível ferir alguém.

É dia dos pais!

Um dia complicado, às vezes, nas lembrança de um amor incondicional de filha e a posição de co-criadora de uma nova geração.

As lembranças das reclamações da mãe sobre atitudes do pai, que me pareciam tão injustas naquela época, pois quebravam a magia do momento, logo se tornaram compreensíveis, quando eu era a esposa e mãe, por conta de tantos sustos. Pouco sábia, nas artes da responsabilidade por outra pessoa, o mundo parecia desabar quando coisas inesperadas aconteciam. E como eram frequentes.

Parece que crescer exige de nós uma maturidade que será adquirida logo após a experimentação. Parece mesmo ser assim.

Ao homem, também me parece, há “liberdade” e permissão da sociedade para existir. Seu caminho é uma livre escolha e alguns exercem essa liberdade. Às mulheres, me parece, há um ressaltar da sua condição, de quem “sofrerá” as consequências, pois é em seu corpo que tudo acontecerá. E esse corpo é mantido pela sociedade sensibilizado, exposto e condicionado pelos costumes locais, na atualidade.

Mas, não acabaram as lembranças. Você terá filhos e poderá assistir de camarote novamente as suas crenças, sob um novo ângulo. E, tudo o que você cobrou e criticou em seu esposo, agora, será medido novamente. O quão justa uma mulher se torna quando, entre a experiência de filha e de esposa, ela experimenta o ângulo do olhar de uma mãe?

A teoria do Superman está inserida em nossa psique
Seja com os “príncipes” que nos levam na garupa de seu Alazão, com os “sapos” que juramos ser príncipes, ou com aqueles que são apenas pessoas, de encanto e encontros vamos conectando com a realidade e com a condição de não sermos especiais, e mesmo assim com direitos a buscar novos jeitos de viver e atuar. Os estímulos nos dirigem para a ação e resultam, claro, em aprendizado. Mundo complexo, não?

A Indignação

Escrito por Bert Hellinger   
Quando nos tornamos indignados sobre uma situação qualquer, parece que estamos do lado do bem e contra o mal, do lado da justiça e contra a injustiça. Parecemos então ser aquele que intervém entre o agressor e sua vítima de modo a impedir um mal maior. Contudo, pode-se também intervir entre eles com amor, e isso seria, com certeza, melhor.

Assim, o que o indignado quer? O que ele realmente obtém? O indignado se comporta como se ele próprio fosse uma vítima, embora não seja. Ele assume o direito de exigir uma reparação do agressor embora nenhuma injustiça tenha sido feita pessoalmente a ele. Ele assume a tarefa de advogado das vítimas, como se elas tivessem dado a ele o direito de representá-las; e fazendo assim, deixa as verdadeiras vítimas sem direitos.

E o que faz o indignado com esta pretensão? Ele toma a liberdade de fazer coisas más aos agressores sem medo de qualquer consequência ruim para sua própria pessoa; pois suas más ações parecem estar a serviço do bem, e assim elas não temem qualquer punição. De modo a manter sua indignação justificada, tal pessoa dramatiza tanto a injustiça sofrida pelas vítimas quanto as consequências das ações da parte culpada. Ela intimida as vítimas a verem a injustiça pelo mesmo modo com ela mesma vê. De outro modo, caso as vítimas não concordem, tornam-se suspeitas e alvo de uma indignação justificada, como se elas mesmas fossem agressores.

Da perspectiva da indignação é difícil para as vítimas deixar seu sofrimento ir embora, e é difícil para os agressores deixarem sua culpa ir embora. Se às vítimas e aos agressores for permitido encontrar uma resolução e uma reconciliação por seus próprios meios, elas podem se permitir, uma a outra, um novo começo. Mas se a indignação entra em cena, tal resolução é muito mais difícil, pois o indignado, geralmente, não fica satisfeito até que o agressor tenha sido completamente destruído e humilhado, mesmo que isto, ao ser feito, intensifique o sofrimento das vítimas.

A indignação é em primeiro lugar uma questão de moralidade. Isto quer dizer que o indignado não está realmente preocupado em ajudar outra pessoa, mas comprometido com uma certa demanda para a qual ele se proclama o executor.

Deste modo, ao contrário de alguém que ama, tal pessoa não conhece nem contenção, nem compaixão.

“Nós estamos liberados do mal quando podemos, serenamente, deixá-lo ir.” Bert Hellinger

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“No final das contas, é sempre entre você e Deus”  Madre Tereza de Calcutá

Fonte: Instituto Hellinger (Caso esse texto lhe seja útil de alguma forma e você queira utilizá-lo, para nós é uma honra servi-lo. Só lhe pedimos, por gentileza, que cite a fonte. *Instituto Hellinger)

O Som do Silêncio

Olá escuridão, minha velha amiga

Vim conversar com você de novo
Porque uma visão um pouco arrepiante
Deixou sementes enquanto eu dormia
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece dentro do som do silêncio

Em sonhos agitados eu caminhei só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a luz das lampadas da rua
Levantei minha lapela

para me proteger do frio e umidade

Quando meus olhos foram apunhalados
Pelo brilho de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio

E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas, talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar

Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
E ninguém ousava
Perturbar o som do silêncio

“Tolos” eu disse, “vocês não sabem
Silêncio é como um câncer que cresce
Ouçam as palavras que eu possa lhes ensinar
Tomem os braços que eu possa lhes estender”
Mas minhas palavras caíam como gotas silenciosas de chuva
E ecoavam no poço do silêncio

E as pessoas curvavam-se e rezavam
Ao Deus de néon que elas criaram
E a placa faiscou o seu aviso
Nas palavras que formava

E a placa dizia,
“As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E nos corredores das casas”
E sussurravam no som do silêncio

Fonte: Simon and Garfunkel – The sound of silence

“… e viveram felizes para sempre”

Uma sentença incansavelmente ouvida por todas as mulheres durante toda a vida, desde a infância, em filmes, novelas, livros… uma sentença que pressupõe (ou determina) que todas têm o mesmo sonho e que, sem um príncipe que as salve, não há como ser feliz.

Nossa Cinderela se vê sufocada dentro de um sonho que ela não Cinderela mudou de ideiaplanejou, mas ao qual se submeteu por acreditar que seria o melhor para sua vida, afinal, “o que mais uma mulher pode querer”? Mas, enfim surge o dia em que ela conhece a fada do Chega! e descobre que uma mulher pode – e quer – muito mais.

Ela, então, decide descalçar os sapatinhos de cristal, descer do salto alto e partir em uma agradável viagem na qual descobrirá um mundo muito maior que a faz sentir-se completa pela primeira vez em sua vida.

Uma história com uma narrativa de micro-contos, portanto serve, também, para quem gosta de síntese.

Link > Livraria Cultura

Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – CONTOS E CRÔNICAS

Amar tem relação com aceitação, nunca com mudança

[…] Com muita frequência, nós acreditamos tolamente que amor e casamento são permissão para refazer alguém. Achamos que está certo aparar as arestas desagradável da pessoa a quem amamos …  Hoje, para muitas mulheres, os homens são confusos, até incompreensíveis. Parece que eles funcionam de acordo com um obscuro conjunto de regras que as mulheres nunca conseguiram aprender. […]

Mulheres que atraem e as que afastamDoutorados em Psicologia Clínica Dr. C. Cowan e M. Kinder trazem os estudos de casos sobre comportamento sexual, atitudes que aproximam e afastam nos relacionamentos. Com suas 277 páginas de um bom papo e profundidade, homens falam sobre nossas atitudes e o que intimida na aproximação, com franqueza.

Se as garotas saem com uma impressão péssima, como se sentem os garotos?

A linguagem é acessível, saí da leitura como uma boa bagagem e excelentes reflexões.