Everything I Do – I Do It For You

Tudo o que faço é por você
Olhe dentro dos meus olhos
Você vai ver, o que significa para mim
Procure em seu coração, procure em sua alma
E quando me encontrar lá, não vai procurar mais

Não me diga que não vale a pena tentar
Não pode me dizer que não vale a pena morrer por isso
Sabe que é verdade, tudo que faço, eu faço por você

Olhe dentro do seu coração, você vai encontrar
Não existe nada lá para esconder
Me aceite como sou, fique com minha vida
Eu daria tudo, eu me sacrificaria

Não me diga que não vale a pena lutar
Eu não consigo evitar, não há nada que eu queira mais
Sabe que é verdade, tudo que faço, eu faço por você

Não existe amor, igual ao seu amor
E nenhuma outra poderia oferecer mais amor
Não existe lugar, a não ser que você esteja lá
O tempo todo, até o fim

Olhe para o seu coração querida

Oh, não pode dizer que não vale a pena tentar
Eu não consigo evitar, não há nada que eu queira mais
Eu lutaria por você, eu mentiria por você
Andaria na corda bamba por você, sim, eu morreria por você

Você sabe que é verdade
Tudo que eu faço
OOh
Eu faço por você

Tudo que eu faço, querida
Yeah, nós iremos até o fim
Nós iremos até o fim, oh yeah
Procure no seu coração, me diga uma coisa
Não pode me dizer que não vale a pena morrer por isso

Oh yeah, estarei lá, te quero de volta
Oh yeah, o que é isso
Estou indo o caminho todo, o caminho todo

Tradução do site: Vagalume

Anna e o Beijo Francês

… É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar. …

Etienne st clair Blog myotherbagischanel

Mesmo os jovens, se movem como tartarugas fora do mar, quando o assunto é novas experiências. Quem não sabe de histórias, em que os pais fazem do ambiente escolar, uma tentativa de imersão dos filhos em uma realidade, distante do conforto aconchegante e familiar.

Anna conta sua viagem de estudos, contrariada a princípio, pois estaria distante de tudo o que havia programado viver no último ano, antes da iniciar a faculdade. Fala constantemente que seu pai se tornou alguém com poucos escrúpulos, e os motivos? — Ter uma melhor situação financeira. Encontra colegas cujos pais também optaram por se deixar levar pelo sistema ou vaidade estando também na condição de bem sucedidos, o que permite aos filhos frequentarem uma escola privilegiada. Mas, Anna não se sente assim.

O distanciamento de sua condição natural, no entanto, a faz desabrochar, como se consegue só onde se é bem acolhida. Novos e bons amigos.

É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar – Se a leitura não fosse cativante essa constatação valeria o livro inteiro.
Impressiona que em um mar de emoções e hormônios pra todo lado, algumas reflexões surgem como um lampejo, ao mesmo tempo transmutador e terno. A partir desse momento nossa compreensão se alarga e nunca mais volta a ser como antes. Amei. Anna teve momentos que podemos chamar de férias do cotidiano e… nossa! Seria ótimo se fosse em Paris, e foi.

Link para o livro: http://www.livrariacultura.com.br/p/anna-e-o-beijo-frances-22592802

Hallelujah

Eu ouvi que havia um acorde secreto
Que Davi tocava e que agradava ao Senhor
Mas você não se interessa por música, não é?
É assim – a quarta, a quinta
A menor cai, a maior ascende
O rei perplexo compondo aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Sua fé era forte, mas você precisou de provas
Você a viu se banhando do telhado
A beleza dela sob a luz do luar te arruinou
Ela te amarrou numa cadeira da cozinha
Ela destruiu teu trono, cortou teu cabelo
E dos seus lábios ela extraiu a aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Talvez eu já tenha estado aqui antes
Conheço este quarto, eu andei neste chão,
Costumava viver sozinho antes de conhecer você.
Eu vi tua bandeira no arco de mármore
E o amor não é uma marcha vitoriosa
É um frio e sofrido aleluia

Aleluia, aleluia, o aleluia, aleluia.

Houve uma época em que você me deixou saber
O que realmente acontecia, sem véus
Mas agora você nunca me mostra, não é?
E lembra quando eu me movia em você
A escuridão sagrada se movia também
E cada suspiro que déssemos era aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, o aleluia.

Talvez haja um Deus lá acima …
E tudo que eu aprendi sobre o amor
Foi como atirar em alguém que atirou primeiro
E isso não é um choro que você pode ouvir à noite
Não é alguém que vê a luz
É um frio e sofrido aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia,
Aleluia

O primeiro amigo verdadeiro

Todos os meus valores estavam ao chão. Com fúria, eu arrancava as lágrimas do rosto, lágrimas teimosas, como teimosas eram as palavras que eu dizia.
Não acreditava que todas as instruções que eu seguira, todas as certezas da vida, deixaram-me a beira do abismo de forma tão real. Se, toda a minha fé rolara ladeira abaixo, restando apenas minhas falhas, minhas debilidades, me bateu uma certeza de que não existe futuro, apenas uma parede em branco.
Sabe o que é alguém sem uma expectativa sequer?
Sem fé, sem metas, sem nada…
Todos aqueles que eu supunha amigos, desapareceram…

Sorte imensa eu me revelar como era, num momento em que planejava solidificar minhas relações. Fiquei tão só e o mundo não ficou frio, mas eu estava tão perdida.

E agora? Sem meta. Sem referências.
As experiências alheias não servem nessas circunstâncias, meus ouvidos ficaram ocos, tudo parecia apenas ecos sem sentido.

Foi assim… A revolta envolta em tristeza tomava conta de mim.
Deus?, uma vírgula! Não existe.
Deus… Só minha garra, minha força de trabalho. Dizia, limpando as lágrimas.

Foi assim que lhe conheci. Ria, um riso cristalino, límpido.
Ria do meu jeito de falar, com uma alegria tão pura, mas tão real.
Eu rebatia: como pode rir de uma criatura que perdeu todos os seus parâmetros? Você não viveu isso, por isso consegue rir.

Mas, você parecia saber de algo que eu desconhecia, tão tranqüilo e contagiante.

Não é possível, falou, sorrindo, Deus existe e deve ser perdidamente apaixonado por você. Ninguém fala com Deus com tanta intimidade, reclama, pede satisfações assim e esta distante dele. Você perdeu seu norte, algo assim. Ele deve estar rindo, como eu. Esta tão brava e mesmo assim fala com carinho, com um jeitinho que Deus deve estar pensando: Que pessoa mais linda!  Continuava a rir e contagiou-me com seu riso, suas certezas, com sua bela forma de olhar a vida.
Falo de suas palavras como me lembro, não como realmente falava. Como repetir o tom e as palavras impregnadas de tanta bondade, reveladas por uma característica devastadora de olhar o que a maioria não vê?

No momento em que perdi todos os meus amigos, conheci você. O meu primeiro amigo verdadeiro. E, claro, por mais mental e confiante na ciência que eu seja, seria impossível, hoje, provar para mim que Deus não existe, que não é meu amigo e que não me ama de forma verdadeira. Apenas o criador é capaz de colocar a meu lado um amigo, quando todos os supostos, desapareceram.

Deus se expressa através de um amigo. A amizade é um valor divino. O tempo de manifestação deles em nossas vidas também.

O medo

portas

Fechei as portas do coração ao medo. Ele chegava com aquela expressão de culpa e desespero. Quando elevou a perna e ia pisar em solo afetivo, eu o impedi de entrar. 

Bateu em todas as janelas, forçou a porta, se debateu contra as paredes, até desistir. Não abri. Sei que andou por aí feito mendigo, bebendo qualquer tipo de água, afinal a água limpa não é pública, é privada. Vou vivendo a minha vida, estou segura. Aqui ele não entra. Talvez vá pegar doenças… Pensei… Ah, dane-se. Eu o mantive fora de mim, sem qualquer abertura. Diálogo nem pensar. Até que o vi tombar.

No começo eu estava mais lenta, depois um pouco mais pesada, em algum momento percebi que arrastava um meio-morto enquanto seguia com a vida. Era o medo. Confesso que fustiguei o desgraçado, filho da mãe. Sai de mim! Não quero te ver, não quero te ter, não quero o teu amor. Nada, nenhuma reação. Apenas fiquei mais fraca.

Tento saber como fazer para cortar fora, algo que não desata. Aproveito que ele não se move mais e dou umas cutucadas para ver se não é trapaça. Coragem, coragem, só chegar perto e ver como me livro da praga… Ao despi-lo, para descortinar possíveis artimanhas, descobri que era pura veia e músculo retesado, sofrimento puro. Sem máscaras. Apoio sua cabeça para um maior conforto e me afasto. Ao voltar o olhar fico petrificada… Era eu! Era eu veia e músculo, na porta da desacordada. O pavor me acordou.

Sentada, com o coração aos pulos, pensei muito, a imagem ainda impregnada.

Hoje, abro as portas do coração ao medo, talvez ele não esteja tão próximo que facilmente eu o encontre. Mas, vou buscá-lo e falar que seu espaço na sala mais aconchegante do corpo está reservado, abrigo que eu nunca deveria lhe ter negado.

A guria

Amor… a guria quer conhecer o que considero o inferno de Dante. Fala com entusiasmo, faz planos, prepara tudo, até a mala. Olho para ela… pura concentração em busca de possíveis lapsos: Não esqueci nada?

[…] Amor, ela se foi.

[…] Amor… a guria quer discutir com Dante, no mundo dele, está claro que ele não vai modificar sua “obra”. Continue lendo

Um bom encontro é a dois

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte!

Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará  Continue lendo