Desejo aos meninos filhos

Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria, ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom

Eu te desejo a chuva na varanda
Olhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar

Eu te desejo a paz de uma andorinha
No voo perfeito contemplando o mar
E que a fé movedora de qualquer montanha
Te renove sempre e te faça sonhar

Mas se vier as horas de melancolia
Que a lua tão meiga venha te afagar
E que a mais doce estrela seja tua guia
Como mãe singela a te orientar

Eu te desejo mais que mil amigos
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô

Eu te desejo muito mais que mil amigos
A poesia que todo poeta esperou
Coração de menino cheio de esperança
Voz de pai amigo e olhar de avô

Cantora e Compositora: Flavia Wenceslau – Te desejo Vida – Link: http://www.vagalume.com.br/flavia-wenceslau/desejo.html

Mãe o que você quer?

Uma mulher já é irritante, uma mãe… é preciso paciência.

Você já ouviu isso? — Sei, você já disse isso. 😀

De tudo o que ouvi nos últimos dias, relacionado ao dia das mães, umas palavras sinceras e interessantes merecem registro nos comentários de um frade, ao refletir sobre o que as mães querem do ponto de vista dos filhos.

Mãe

Mãe

As mães querem coisas impossíveis. E, continuou ele, sim, em sua delicadeza acompanhada de muita resistência essas mulheres costuram relações consideradas impossíveis para muitos. As relações dos filhos com os pais, a família, os amigos e a comunidade. As relações do marido e os filhos, as relações dos jovens com os mais velhos, as relações com a comunidade.  Elas tecem tudo isso e o afeto que detém dos filhos faz com que eles, apesar da resistência, tentem esse impossível e não poucas vezes, acontece o milagre da possibilidade de entendimento entre todos.

A todas as mães novatas, as mais antigas, e àquelas mães que perderam suas mães e levam o coração derretido entre o calor dos abraços e os sentimentos lá do passado, de alguém que ficou para trás; permitam-me cumprimentar a ternura instintiva de que cada uma é capaz de expandir a um mundo, que ninguém mais aceitaria mimar.

Ao pai e ao filho

O que se espera de um pai, e o que se espera de um filho

Ao pai a responsabilidade de manter as tradições, manter as regras, dar a direção. Ao filho obedecer sem questionar. Regras absolutas, quase inalcançáveis, aparentemente injustas e desprovidas de prazer em sua execução.

Deve ser quase insuportável manter-se ‘O absoluto deus-das-regras’, ‘das direções’, ‘das tradições’. Imagino, pela maneira que agem, que os pais tramam transgressões, traições e preparam tudo para que a piazada se torne alada, tal qual Mercúrio. Revoltem-se, parecem dizer, retirem de meus ombros o fardo que é acertar as escolhas para o perfeito mundo em que devem andar.

Imagino se o mundo não deveria ser mais transparente
Caso as pessoas mudassem de atitude, poderiam olhar para seus filhos não mais como flechas. Nós somos o arco que Deus estica ao máximo e as crianças, talvez, flechas, mas não somos o arqueiro. Penso, se desfrutássemos como dois instrumentos servos, de uma ideia maior, nossos rebentos perderiam o olhar de franca admiração com que nos olham, principalmente como olham para seus pais? Será que deixariam de querer imitá-los?

Eu acredito que não!

Pais e Filhos

Aprisionados – esse é o problema
Encontramo-nos impedidos, imobilizados e reagimos à frustração com revolta. Com ela pretendemos vencer limitações adquiridas com a educação assimilada em casa ou em sociedade. Essa é a intenção. Caso não solucione, ao menos externamos nossa fúria por essa “condição involuntária”.

As causas
A queixa freqüente é sobre os familiares em especial, os pais. A quebra na confiança de boas decisões familiares joga o jovem ao espaço. Ele perde suas referências e pode perder a si mesmo em um círculo infindável de dúvidas que apenas se multiplicam e não lhe trazem a esperada paz.

O que leva a essa quebra

  1. O despreparo desde a infância para tomada de decisões que considere os prós e contras e para colocar-se na posição do outro. “Os enfurecidos não querem se colocar na posição do outro”. — Ok! Nesse caso pode-se medir “os prós e os contras”.
  2. O despreparo das pessoas, frente às suas inseguranças, as faz abominar os questionamentos infantis; Quantos “Esquece os porquês, faça o que eu disse” você já ouviu quando criança?
  3. Os afazeres adultos associados à ciência dos prazos impostos pela sociedade, obrigam a deixar pra lá o que no momento parece bobagem. — “Agora não é hora, vá brincar!”

Adultos mal formados e mal informados, despreparados para funções chaves, uma das quais, tornar-se pai / mãe, colocam para agir em sociedade jovens-problemas.

As possíveis soluções
Raramente se vê, pais e filhos tratarem-se como irmãos. Afinal, é o que somos. O acaso fez-nos pais ou filhos, depende apenas de quem abre a porteira da vida ao outro.

Como irmãos, paridos pela vida, poderíamos nos colocar ao lado, conversar:
— Como foi com você e seu pai/mãe?
— Porque ou para que essa situação?
— Eu estou sofrendo, se há um sentido em tudo isso eu não captei. Sinto-me punido.
— Quebrei algum protocolo, que leitura você (pai/mãe/avó/avô/tio/tia) faz dessa história?

Perguntar… contar como se sente… ouvir! Colocar de lado as reservas, os receios de ferir e sair ferido. Afinal, todos estam sofrendo. Existe a possibilidade de se sair mais forte. Para isso é necessário agir com cortesia.

Reação: De quem é a culpa
Dos pais?
— Foram mal preparados por seus pais e pela sociedade, que por sua vez foram mal formados também.

Dos jovens?
— Esse sente culpa, não sabe de que, mas sente e se enfurece. Sentir culpa sem entender o porquê fragiliza, consome as forças e não resolve nada.

Mágoas?
— Sinceramente há mágoa para os dois, pais e filhos. Os pais embora desejassem o melhor, são considerados incapazes e por vezes até há dúvidas sobre suas intenções. Os filhos trancados em seus traumas, sem entender a atitude dos adultos, queixam-se de suas limitações e sofrem com elas.

Rancor?
— Nessa situação há, dos dois lados, associado a cobranças e ataques esporádicos.

Conclusão
O primeiro passo: é tratar todas as feridas. Alexander Lowen define em detalhe cada caráter e sugere tratamentos em seu livro “Bioenergética“.

O próximo passo: é dissolver as couraças sob as quais nos protegemos. O livro “Shiatsu dos Pés Descalços” de Shizuko Yamamoto é rico em detalhes para iniciantes.

Catarse é um dos meios para sanar a sensação de mordaça, de sufocamento na falta dos direitos essenciais.

Faz-se necessário resgatar o direito a inspirar todo o ar que se precisa, ocupar todo o espaço que o corpo necessita para se estender. Expressar todo o tesão que se sente em um corpo livre, quando despido de todos os entraves às sensações. Saciar a sede de viver, de sentir, de existir, de ser aceitos tais como somos.

O medo da vida
Viver é uma força dominante em nós. Nosso corpo, nossa mente e espírito tentarão o impossível para viver e a consciência corpórea precisa buscar os meios.

Evitamos mágoas, rancores, culpas, se considerarmos que pais, filhos, família e sociedade vivem, sobrevivem sem formação adequada, andamos pela vida de maneira insana. Não acredito em culpados, acredito em responsáveis. Nós, pais e filhos temos a responsabilidade de evitar que essa atuação se perpetue. Como fazer isso:

Comece a elaborar sua tese. Um de nós há de conseguir solução construtiva.