Syngue Sabour — Pedra-de-paciência

O afegão Atiq Rahimi se perguntava: O que se passa neste país que sai de uma guerra e entra em outra? Concluiu que se um povo ao sofrer as violências da guerra, não souber viver o luto após suas perdas, ele se lança em vingança. Na entrevista “De Cabul a Paris” dada a Sérgio Miguez, na Revista da Cultura online, “Atiq Rahimi” apresenta suas idéias. Seu novo livro transforma feridas de guerra em arte.

Sinopse
A personagem central desta obra, uma mulher afegã, vela o marido — que vegeta em uma cama com uma bala alojada na cabeça. Os tempos são difíceis, na rua, os tanques e as Kalashnikov atiram sem cessar, a guerra civil impera às portas da casa onde a mulher espera por um milagre. Enquanto isso, lentamente, a mulher faz jorrar de dentro de si recordações há muito escondidas. Passa a narrar ao marido fatos que ele sempre ignorara. Como a syngué sabour da mitologia persa, a pedra negra que recebe dos peregrinos suas dores e lamentos, o homem prostrado ouve sua esposa. Ouve a confissão da mulher, que segreda-lhe tudo o que mantivera para si, soterrado sob uma espessa camada de tradição.

Autor: RAHIMI, ATIQ
Tradutor: NASCIMENTO, FLAVIA
Editora: ESTAÇAO LIBERDADE
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 857448153x
ISBN-13: 9788574481531
Livro em português – Brochura – 14 x 21 cm 1ª Edição – 2009

Confira a matéria >> “Saiu na imprensa” de O Globo em 27/06/2009

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Tantas estrelas

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu…
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você…

Meu amor..
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu…
Então…
Veio a certeza de amar você…

Céu de Santo Amaro
Caetano Veloso e Flávio Venturini
Composição: Flávio Venturini / Arranjo: Johann Sebastian Bach

O Crepúsculo do dever

A sociedade pós-moralista apresenta um conjunto de reflexões que demonstram como a revitalização dos valores e o espírito de responsabilidade, conceitos tão propagados em nossa época, não conseguem disfarçar a inexistência de idéias em favor do retorno da moral tradicional, estrita e categórica. Aliás, é bem o contrário que temos diante dos olhos – a emergência de uma cultura inédita, que divulga mais propriamente as normas do bem-estar do que as obrigações supremas do ideal. Assim, a logomarca da ética é mostrada em toda parte, enquanto o estímulo a sacrificar os próprios interesses em prol de outrem é algo que não se vê em lugar nenhum.

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O autor, Gilles Lipovetsky nasceu em 1944, em Millau, na França. Alguns dos seus livros lançados são ‘O império do efêmero’ (1989) e ‘A terceira mulher’ (2000).

Sociedade Pos-Moralista, A – Crepusculo Do Dever
E A Etica Indolor Dos Novos Tempos Democraticos
Em A Sociedade Pós-Moralista – Crepúsculo do dever e a ética indolor dos novos tempos democraticos, ele traz a tona um delinear do caminho que estamos projetando.
Autor:  GILLES LIPOVETSKY
Editora: MANOLE
Assunto: FILOSOFIA
ISBN: 8520423795
ISBN-13: 9788520423790
Livro em português – Brochura – 1ª Edição – 2005 – 300 pág.

A perda da orientação paterna e a crise das identidades

‘A Invenção do Futuro – um debate sobre a pós-modernidade e a hipermodernidade’ é resultado de dois encontros entre psicanalistas, juristas, filósofos e jornalistas promovidos pelo psicanalista Jorge Forbes, pelos juristas Miguel Reale Júnior e Tercio Sampaio Ferraz Junior e pelo filósofo Gilles Lipovetsky, que se reuniram para discutir como lidar com o novo laço social da globalização em suas múltiplas expressões, com um novo olhar.

Novas Identidades

Novas Identidades

O livro é um convite a que mais pessoas se empenhem para que esses novos tempos pareçam menos apavorantes e ansiogênicos, para que possamos explorar sua vertente da invenção criativa de um novo laço social, um novo amor além da hierarquia paterna estabelecida na era da modernidade. Entre os temas abordados, destacam-se a hipermodernidade e as possibilidades virtuais da realidade; o individualismo e sua relação com uma responsabilidade atual, intersubjetiva, porém singular; o consumo e as mídias, articulando as diferenças; a quebra dos imperativos nos costumes, nas roupas e no uso do luxo; e as soluções que se apresentam para a perda da orientação paterna na crise atual das identidades.

Mostra que temos a chance de sermos passageiros de uma mudança histórica sem precedentes e que cabe a nós fazer com que essa viagem possa ser vivida com interesse e entusiasmo, apesar dos solavancos comuns a uma mudança fundamental de atmosfera. O resultado é uma viva e rica discussão das constituições culturais e dos nossos limites, por uma renovada sensibilidade para o século XXI. Continue lendo

O que é uma mulher?

O Segundo Sexo faz 60 anos. A sacerdotisa das letras francesas, Simone de Beauvoir, diz: Não nascemos mulher, nos tornamos mulher. Hoje já sabemos que alguns fatores genéticos interferem, mas o livro é presente e nós mulheres precisamos ainda refletir sobre o conteúdo lúcido de uma grande estudiosa e pesquisadora.

o-segundo-sexoO Segundo Sexo – Volume Único
Autor: SIMONE DE BEAUVOIR,
Editora: NOVA FRONTEIRA
Assunto: CIÊNCIAS SOCIAIS – SOCIOLOGIA
ISBN: 852092283x
ISBN-13: 9788520922835
Livro em português – Brochura – 1ª Edição – 2009 – Livro com 936 páginas

Provedora, vassala, acolhedora. Não importa como se apresenta, o lugar da mulher sempre foi definido pelo homem. Este configura a posição central na sociedade. O homem – que tomou para si a definição de ‘ser humano’ – relega à mulher uma posição secundária, um papel de coadjuvante na História. Foi a partir dessa constatação e da pergunta ‘o que é uma mulher?’ que a filosofa existencialista Simone de Beauvoir deu início à sua reflexão para escrever ‘O Segundo Sexo’. A preocupação contudo não foi em equiparar um gênero a outro. Para ela, isso seria demasiado simplista, inclusive porque o homem é ‘um ser absoluto’, enquanto a mulher ainda não o é. Simone de Beauvoir procurou compreender de que maneira a mulher ocupou, ou a fizeram ocupar, essa posição de ‘segundo sexo’ em diferentes sociedades, como ela se coloca no mundo e como contribui para essa configuração social.