Pais e Filhos

Aprisionados – esse é o problema
Encontramo-nos impedidos, imobilizados e reagimos à frustração com revolta. Com ela pretendemos vencer limitações adquiridas com a educação assimilada em casa ou em sociedade. Essa é a intenção. Caso não solucione, ao menos externamos nossa fúria por essa “condição involuntária”.

As causas
A queixa freqüente é sobre os familiares em especial, os pais. A quebra na confiança de boas decisões familiares joga o jovem ao espaço. Ele perde suas referências e pode perder a si mesmo em um círculo infindável de dúvidas que apenas se multiplicam e não lhe trazem a esperada paz.

O que leva a essa quebra

  1. O despreparo desde a infância para tomada de decisões que considere os prós e contras e para colocar-se na posição do outro. “Os enfurecidos não querem se colocar na posição do outro”. — Ok! Nesse caso pode-se medir “os prós e os contras”.
  2. O despreparo das pessoas, frente às suas inseguranças, as faz abominar os questionamentos infantis; Quantos “Esquece os porquês, faça o que eu disse” você já ouviu quando criança?
  3. Os afazeres adultos associados à ciência dos prazos impostos pela sociedade, obrigam a deixar pra lá o que no momento parece bobagem. — “Agora não é hora, vá brincar!”

Adultos mal formados e mal informados, despreparados para funções chaves, uma das quais, tornar-se pai / mãe, colocam para agir em sociedade jovens-problemas.

As possíveis soluções
Raramente se vê, pais e filhos tratarem-se como irmãos. Afinal, é o que somos. O acaso fez-nos pais ou filhos, depende apenas de quem abre a porteira da vida ao outro.

Como irmãos, paridos pela vida, poderíamos nos colocar ao lado, conversar:
— Como foi com você e seu pai/mãe?
— Porque ou para que essa situação?
— Eu estou sofrendo, se há um sentido em tudo isso eu não captei. Sinto-me punido.
— Quebrei algum protocolo, que leitura você (pai/mãe/avó/avô/tio/tia) faz dessa história?

Perguntar… contar como se sente… ouvir! Colocar de lado as reservas, os receios de ferir e sair ferido. Afinal, todos estam sofrendo. Existe a possibilidade de se sair mais forte. Para isso é necessário agir com cortesia.

Reação: De quem é a culpa
Dos pais?
— Foram mal preparados por seus pais e pela sociedade, que por sua vez foram mal formados também.

Dos jovens?
— Esse sente culpa, não sabe de que, mas sente e se enfurece. Sentir culpa sem entender o porquê fragiliza, consome as forças e não resolve nada.

Mágoas?
— Sinceramente há mágoa para os dois, pais e filhos. Os pais embora desejassem o melhor, são considerados incapazes e por vezes até há dúvidas sobre suas intenções. Os filhos trancados em seus traumas, sem entender a atitude dos adultos, queixam-se de suas limitações e sofrem com elas.

Rancor?
— Nessa situação há, dos dois lados, associado a cobranças e ataques esporádicos.

Conclusão
O primeiro passo: é tratar todas as feridas. Alexander Lowen define em detalhe cada caráter e sugere tratamentos em seu livro “Bioenergética“.

O próximo passo: é dissolver as couraças sob as quais nos protegemos. O livro “Shiatsu dos Pés Descalços” de Shizuko Yamamoto é rico em detalhes para iniciantes.

Catarse é um dos meios para sanar a sensação de mordaça, de sufocamento na falta dos direitos essenciais.

Faz-se necessário resgatar o direito a inspirar todo o ar que se precisa, ocupar todo o espaço que o corpo necessita para se estender. Expressar todo o tesão que se sente em um corpo livre, quando despido de todos os entraves às sensações. Saciar a sede de viver, de sentir, de existir, de ser aceitos tais como somos.

O medo da vida
Viver é uma força dominante em nós. Nosso corpo, nossa mente e espírito tentarão o impossível para viver e a consciência corpórea precisa buscar os meios.

Evitamos mágoas, rancores, culpas, se considerarmos que pais, filhos, família e sociedade vivem, sobrevivem sem formação adequada, andamos pela vida de maneira insana. Não acredito em culpados, acredito em responsáveis. Nós, pais e filhos temos a responsabilidade de evitar que essa atuação se perpetue. Como fazer isso:

Comece a elaborar sua tese. Um de nós há de conseguir solução construtiva.

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2 Respostas

  1. Tenho lido teu blog e curtido muito…
    Achei esse texto particularmente interesante!
    Obrigada e grande beijo!

  2. Olá, gostaria de te convidar para partipar de uma rede de troca de conteúdo, para mais detalhes me manda um email ok. Abraços. Matos

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