… e os podcasts revigoraram o fazer rádio

Redação era um problema… Ooops, um terror para quase todos os estudantes tempos atrás.
Hoje utilizam a escrita para se comunicar, até debaixo d’água, pois o celular resiste a mergulhos.
E este modo de partilhar o que vivem, experimentam, sabem, reavivou o rádio, popularizou o cinema arte, seus diretores, produtores, escritores, pessoas que idealizam tudo o que se ouve ou assiste. Conhecemos assim os cérebros por trás da ideia. Que mundo!… Inventivo… Imenso…
Para quem não tinha fé nas gerações futuras, surpreenda-se… Quando eles gostam de algo, vão atrás e resolvem todos os impedimentos que surgem. E, nós… Afirmávamos não haver solução, com a convicção de ‘especialistas’.

A reflexão vem do texto abaixo…

http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed672_jornalismo_e_suas_texturas

CEU – Centro Educacional Unificado

Ouvi falar que há peças de teatro e são prestigiadas pela comunidade. Vale conhecer um pouco mais os Centros Educacionais Unificados (CEU).

São equipamentos públicos voltados à educação, criados pela Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo, e localizados nas áreas periféricas da Cidade de São Paulo. Foram concebidos pelo EDIF – Departamento de Edificações/PMSP como um centro local da vida urbana, com seu programa que articula os equipamentos urbanos públicos dedicados à educação infantil e fundamental e às práticas esportivas, recreativas e culturais cotidianas. O município de São Paulo conta atualmente com 45 CEUs onde estudam mais de 120 mil alunos.

Os CEUs contam com um Centro de Educação Infantil (CEI) para crianças de 0 a 3 anos, uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) para alunos de 4 a 6 anos e uma Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF), que também oferece Educação de Jovens e Adultos (EJA). Todos os CEUs são equipados com quadra poliesportiva, teatro (utilizado também como cinema), playground, piscinas, biblioteca, telecentro e espaços para oficinas, ateliês e reuniões. Os espaços são abertos nos finais de semana com o intuito de beneficiar tanto crianças e adolescentes como a comunidade do entorno de baixa renda. Com programação[1] variada para todas as idades, os CEUs garantem aos moradores dos bairros mais afastados acesso a equipamentos públicos de lazer, cultura, tecnologia e práticas esportivas, contribuindo com o desenvolvimento das comunidades locais.

Hallelujah

Eu ouvi que havia um acorde secreto
Que Davi tocava e que agradava ao Senhor
Mas você não se interessa por música, não é?
É assim – a quarta, a quinta
A menor cai, a maior ascende
O rei perplexo compondo aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Sua fé era forte, mas você precisou de provas
Você a viu se banhando do telhado
A beleza dela sob a luz do luar te arruinou
Ela te amarrou numa cadeira da cozinha
Ela destruiu teu trono, cortou teu cabelo
E dos seus lábios ela extraiu a aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Talvez eu já tenha estado aqui antes
Conheço este quarto, eu andei neste chão,
Costumava viver sozinho antes de conhecer você.
Eu vi tua bandeira no arco de mármore
E o amor não é uma marcha vitoriosa
É um frio e sofrido aleluia

Aleluia, aleluia, o aleluia, aleluia.

Houve uma época em que você me deixou saber
O que realmente acontecia, sem véus
Mas agora você nunca me mostra, não é?
E lembra quando eu me movia em você
A escuridão sagrada se movia também
E cada suspiro que déssemos era aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, o aleluia.

Talvez haja um Deus lá acima …
E tudo que eu aprendi sobre o amor
Foi como atirar em alguém que atirou primeiro
E isso não é um choro que você pode ouvir à noite
Não é alguém que vê a luz
É um frio e sofrido aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia,
Aleluia

De frente — não de costas

Balançando o 2010 para olhar 2011 de frente
Lembro de estar dando adeusinho para 2009 — um ano em que quase morro em mãos inconsequentes — cheia de esperanças em um 2010 em que só coisas boas iriam acontecer, “com certeza”.

Começou bem mesmo. Marido com emprego novo e bom depois de muitos anos de penúria. Meu trabalho, como sempre, estimulante e criativo. Começou bem! Filho entrando no quartel, escolha dele — o caminho do guerreiro. O outro com lindos planos de autonomia. Bem, bem… Deus olhou para mim este ano, foi o que pensei. Ideias mil, para um ano encantador e criativo, foi o que determinei para 2010.

Deu certo! A criatividade entrou em todos os níveis da minha vida. Criar vida nova, em um ano novo, é inspirador, mas… é preciso aceitar também que o poder de Marte abrindo caminho para Vênus é “power total”.

Então… o que sobrou de toda a expectativa, foi criatividade, um garoto que não quer ser só guerreiro quer outras experiências também e outro que já escolhe para onde quer se dirigir. Uma mãe feliz.

Do mergulho que dei, nas minhas necessidades de renovação, neste power-2010, resultou em alguns encontros valiosos para compartilhar.

Bert Hellinger, foi um belo encontro. É um teólogo, filósofo e psicoterapeuta, criador de uma nova abordagem de psicoterapia sistêmica. Conceitos como: consciência, indignação, e transmissão de responsabilidade aos descendentes, são revistos resultando em calma e clareza.

O sofrimento decorrente da absorção de um “conceito irreal” consome a paz interior e incapacita a pessoa para a felicidade. Um exemplo:

Uma mãe ou pai deixa sob a responsabilidade de um dos filhos os cuidados com os irmãos menores por toda a sua infância e adolescência, transferindo sua obrigação a esta criança. Mais tarde esta criança, já adulta, possivelmente terá desenvolvido a expectativa de ser cuidada ou tratada de forma especial por aqueles a quem dedicou anos de sua vida. No entanto, esses irmãos não se sentirão responsáveis, pois não a viam como um substituto de pai ou mãe. Possivelmente,  com a mãe e o pai presentes, o registro desta representação foi de alguém que os pais determinaram com a obrigação de servi-los. Cobrar desses descendentes gratidão ou respostas coerentes com esta injustiça vivida, é transferir a eles uma responsabilidade que não lhes cabe.

Esse entendimento, quando consciente, libera a pessoa. Primeiro, de se sentir responsável pelos irmãos até o fim de sua vida; segundo, dos sentimentos de mágoa com a suposta ingratidão de seus irmãos que não a reverenciam. Assim, com o conceito agora real, ficará livre para escolhas pessoais e não transmitidas.

Estive ausente no blog, quase todo o ano de 2010, mais alguns post serão de resgate dos muitos aprendizados deste ano power, de muito sofrimento e de muito aprendizado.

Tolkien — Ents e entesposas

As diferenças entre feminino e masculino são cantadas por Barbárvore, claro… não na linguagem dos ents, para que Merry e Pippin entendessem por que não haviam mais “entinhos”.

A delicadesa desta canção é comovente. Eu e o professor Alex tentamos passar essa impressão no  Nosso Sarau , na ACF – Porto Alegre/RS, neste sábado.
Para quem não conhece a obra, as “entesposas” são as árvores frutíferas e os “ents” as árvores sem frutos. Ocorre que as árvores frutíferas, segundo Tolkien, preferem os vales, as pradarias… o condado… locais habitados. Enquanto os ents preferem florestas densas e úmidas, que intimidam a humanidade a percorre-las.

Canção élfica sobre os Ents e as Entesposas

Ent:
Se a Primavera enfolha a faia e a seiva os galhos banha,
Se a luz se espelha no regato e há vento na montanha,
Se o passo é largo, duro o esforço e frio corta o ar
Volta pra mim! Volta pra mim! Diz que é belo este lugar!

Entesposa:
Se a Primavera ao campo chega e o trigo está na espiga,
Se branca a flor qual neve brilha e no pomar se abriga,
Se em chuva e sol por sobre a terra perfume há no ar,
Eu fico aqui, não volto não, é belo o meu lugar.

Ent:
Se for Verão por sobre a terra e à tarde a luz dourada
Mil sonhos verdes derramar nas folhas enlaçadas;
Se verde e fresco for o bosque e o vento for bem-vindo,
Volta pra mim! Volta pra mim! Diz que aqui tudo é mais lindo!

Entesposa:
Se for Verão e no calor a fruta escurecer,
Se a palha é seca, e a espiga branca na hora de colher;
Se pinga o mel, cresce a maçã ao vento que é bem-vindo,
Eu fico aqui, à luz do sol, pois isso é bem mais lindo!

Ent:
Se for Inverno, o duro Inverno que mata e campo Cinvade,
Se a noite escura o dia sem sol devora sem piedade,
Se o Vento Leste for mortal, então na chuva fria
Vou procurar-te, vou chamar-te, eu volto nesse dia.

Entesposa:
Se for Inverno sem canções, se a treva enfim vier,
Quebrando já o inútil galho, se a luz já não houver,
Vou procurar-te e esperar-te, até seguir um dia
Comigo pela estrada afora sob a chuva fria!

Ambos:

E juntos para o oeste vamos nos encaminhar
E longe, longe encontraremos onde descansar.
O Senhor dos Anéis, pp. 499-500.

Império ou democracia?

Interessante Chalmers Johnson, na entrevista para Milênio, dizer que está quase terminando de ler o livro “As veias abertas da América Latina“, de Eduardo Galeano, tecendo elogios enquanto reconhece o total desconhecimento do trabalho deste autor nos EUA.

Milênio entrevista com Chalmers Johnson - Segunda-feira, 21/06/2010 – Livro: BlowbackO historiador, que fez análises sobre a China para a CIA nos anos 60 e 70, conversa sobre o ofensivo imperialismo americano das últimas décadas e acredita que Barack Obama pode mudar o rumo dos EUA. Confira o vídeo, clique aqui > link.

O livro Blowback, em português é da Editora Record – Assunto: História (uma boa história para se conhecer) – Brochura – 1ª Edição: 2007

Neste livro ele apresenta, com vívidos detalhes, os perigos enfrentados pelo império norte-americano, que cresceu excessivamente, e insiste em projetar seu poder militar em cada canto do planeta, usando capital e mercados americanos para forçar uma integração econômica global em seus próprios termos. Fonte: Livraria Cultura

Um mar de emoções

A força das marés… é assim que eu sinto, quando estou perto de algumas mulheres. Desconhecem ou esquecem, o quanto os seres humanos são líquidos e o fazem com uma freqüência assombrosa.  Quando parecem ter habilidades sobre suas sensações, como a maioria dos homens, tem pouca paciência ao repassar o conhecimento, ou seja, trazem os vícios. Agem como se fossem sobreviventes que esgotaram sua energia no processo.

Impressiona… o assunto ter tão pouco da atenção feminina. Parecem em um nível de inocência perigosa, quase em um estilo de brincar com a fragilidade.

O que é um mar de emoções?
— Uma selva inóspitata, areia movediça, solo escorregadio, água lamacenta. É o perigo inesperado impedindo o natural respirar, onde o maior dos perigos é a sensação de estar absolutamente viva, presente, atenta, cheia de sensações, quase erótica ou até erótica. Pois algo a obrigou — contra a sua vontade — a ser reativa.

Na Selva, em perigo, você pode parecer e correr como louca, não se preocupar com os cabelos, com a postura, com a aparência. Você pode se defender com unhas e dentes. Você pode agredir quem lhe agride. Você pode deixar fluir a mulher selvagem e isso dá tesão, isso é sexo (encontro profundo) com a sua própria natureza.

Será por isso que cultuamos pessoas belicosas, agressivas e quase as protegemos? É para mantermos uma certa proximidade com a primitiva natureza, que estamos sempre escolhendo estes parceiros tanto na vida pessoal, como profissional? Eles desconhecem a compaixão, praticam no mercy (sem misericórdia), no quarters (sem dar abrigo, sem prisioneiros), com eles somos obrigadas a mover todas as nossas forças, nos tornando viscerais. Assim, temos a desculpa que precisamos, para ser o que somos de mais poderoso e a sociedade precisa aceitar e desculpar, pois não fizemos porque queríamos, mas contra a nossa vontade. É nossa natureza impetuosa pedindo passagem e respeitando, do seu jeito, nossa atitude poser.

Todos os dias um baile de máscaras
O Século XXI é hoje, não somos as damas antigas, não estamos no passado. Somos as mulheres que a sociedade esperava ver no futuro. Hoje é o futuro e hoje somos as mulheres do Século XXI. Convido todas a bordo, a assumirem seus papéis verdadeiros, deixando de lado o contágio emocional.

Imagine-se vestida do modo como se sente hoje
Quais os trajes adequados, qual a época que reporta a forma como você se sente e age hoje?
Bem vinda a bordo entre e assuma novos hábitos, estamos no Século XXI.

O custo real — quem paga por você?

A cada 6 meses tudo o que possuímos torna-se descartável, ou seja, 99% do que utilizamos. Annie Leonard explica como funciona o sistema linear do capitalismo, após 10 anos viajando pelo mundo. Segundo ela, para entender como um eletrônico pode custar $4,99, nos EUA. Embora os registros contábeis demonstrem o custo como provável, utilizando nossas capacidades racionais, percebemos comercialmente a impossibilidade de ser o custo real. Ela não estava pagando o preço real, então quem pagava por ela?

Destaque para o momento em que diz:

“… Se o mundo todo consumisse como os Estados Unidos precisaríamos de 3 a 5 planetas… e temos apenas um. Então, a resposta do meu país a esta limitação é simplesmente ir pegar os recursos dos outros! Isto é, no Terceiro Mundo que, como alguns diriam, é outra palavra para designar coisas que, de alguma maneira, foram parar na terra dos outros.” …

Em discussão o meu, o seu, o nosso dia-a-dia:

Corpo e mente

A mente exerce influência sobre o corpo? — Sim, no século XIX. No século XXI o corpo influencia a mente.

É o que relata a psicanalista Susie Orbach, em seu último trabalho “Bodies” de 2009. Ainda chama a atenção para as sutis abordagens da mídia em sua forma de solicitar “reflexão” sobre certos assuntos. Diz que a propaganda surpreende, e não poucas vezes, asco é a sensação imediata, passando, em um segundo olhar à necessidade de talvez “se atualizar”, repaginar, sem que a pessoa se perceba manipulada.

O programa “Milênio” apresenta a matéria abaixo:

27/04/2009 A obsessão pelo culto ao corpo
O desejo pelo corpo bonito criou uma nova doença moderna: a insegurança emocional por causa da insatisfação com a própria aparência. Este é o tema do estudo da psicanalista Susie Orbach.

Clique Aqui e veja em vídeo

Mulheres Reais

As leitoras da Revista Brigitte, alemã, deixaram de comprar a revista e a alegação: Não ter nada em comum com as mulheres retratadas e não queriam mais ver “ossos salientes”.

O editor-chefe da revista, Andreas Lebert, declarou que a partir de 2010 a revista não mais publicará fotos de “modelos zero”. Em uma tentativa de combater os padrões de beleza irreais da sociedade atual, a publicação alemã somente usará mulheres com silhuetas mais, digamos, “normais”.

Fonte: ClicRBS – Revista Donna

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