Mulheres Reais

As leitoras da Revista Brigitte, alemã, deixaram de comprar a revista e a alegação: Não ter nada em comum com as mulheres retratadas e não queriam mais ver “ossos salientes”.

O editor-chefe da revista, Andreas Lebert, declarou que a partir de 2010 a revista não mais publicará fotos de “modelos zero”. Em uma tentativa de combater os padrões de beleza irreais da sociedade atual, a publicação alemã somente usará mulheres com silhuetas mais, digamos, “normais”.

Fonte: ClicRBS – Revista Donna

Filho da Imensidão

Você que conhece tão bem o brilho do sol, me acompanhe…
Venha conhecer a noite, tirar um tempo a luz da lua.
Conhecer o azul profundo do céu…
Ele acolhe todas as estrelas…

Aquiete seu coraçãozinho, converse com o infinito céu noturno…
Acolhedor, um pouco taciturno e sábio…
Banhe-se nesse azul-prateado, que a água sabe tão bem espelhar!

Faça todas as perguntas e,
deixe-as bailarem no ar…
Dê um tempo… A resposta chegará no melhor dos propósitos,
sob medida, para você as utilizar.

Você é luz, alegria e festa…
Também é palco, e
acima de tudo, serenidade e reflexão…

Syngue Sabour — Pedra-de-paciência

O afegão Atiq Rahimi se perguntava: O que se passa neste país que sai de uma guerra e entra em outra? Concluiu que se um povo ao sofrer as violências da guerra, não souber viver o luto após suas perdas, ele se lança em vingança. Na entrevista “De Cabul a Paris” dada a Sérgio Miguez, na Revista da Cultura online, “Atiq Rahimi” apresenta suas idéias. Seu novo livro transforma feridas de guerra em arte.

Sinopse
A personagem central desta obra, uma mulher afegã, vela o marido — que vegeta em uma cama com uma bala alojada na cabeça. Os tempos são difíceis, na rua, os tanques e as Kalashnikov atiram sem cessar, a guerra civil impera às portas da casa onde a mulher espera por um milagre. Enquanto isso, lentamente, a mulher faz jorrar de dentro de si recordações há muito escondidas. Passa a narrar ao marido fatos que ele sempre ignorara. Como a syngué sabour da mitologia persa, a pedra negra que recebe dos peregrinos suas dores e lamentos, o homem prostrado ouve sua esposa. Ouve a confissão da mulher, que segreda-lhe tudo o que mantivera para si, soterrado sob uma espessa camada de tradição.

Autor: RAHIMI, ATIQ
Tradutor: NASCIMENTO, FLAVIA
Editora: ESTAÇAO LIBERDADE
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 857448153x
ISBN-13: 9788574481531
Livro em português – Brochura – 14 x 21 cm 1ª Edição – 2009

Confira a matéria >> “Saiu na imprensa” de O Globo em 27/06/2009

Tantas estrelas

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu…
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você…

Meu amor..
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu…
Então…
Veio a certeza de amar você…

Céu de Santo Amaro
Caetano Veloso e Flávio Venturini
Composição: Flávio Venturini / Arranjo: Johann Sebastian Bach

O Crepúsculo do dever

A sociedade pós-moralista apresenta um conjunto de reflexões que demonstram como a revitalização dos valores e o espírito de responsabilidade, conceitos tão propagados em nossa época, não conseguem disfarçar a inexistência de idéias em favor do retorno da moral tradicional, estrita e categórica. Aliás, é bem o contrário que temos diante dos olhos – a emergência de uma cultura inédita, que divulga mais propriamente as normas do bem-estar do que as obrigações supremas do ideal. Assim, a logomarca da ética é mostrada em toda parte, enquanto o estímulo a sacrificar os próprios interesses em prol de outrem é algo que não se vê em lugar nenhum.

As normas do bem-estar

O autor, Gilles Lipovetsky nasceu em 1944, em Millau, na França. Alguns dos seus livros lançados são ‘O império do efêmero’ (1989) e ‘A terceira mulher’ (2000).

Sociedade Pos-Moralista, A – Crepusculo Do Dever
E A Etica Indolor Dos Novos Tempos Democraticos
Em A Sociedade Pós-Moralista – Crepúsculo do dever e a ética indolor dos novos tempos democraticos, ele traz a tona um delinear do caminho que estamos projetando.
Autor:  GILLES LIPOVETSKY
Editora: MANOLE
Assunto: FILOSOFIA
ISBN: 8520423795
ISBN-13: 9788520423790
Livro em português – Brochura – 1ª Edição – 2005 – 300 pág.

A perda da orientação paterna e a crise das identidades

‘A Invenção do Futuro – um debate sobre a pós-modernidade e a hipermodernidade’ é resultado de dois encontros entre psicanalistas, juristas, filósofos e jornalistas promovidos pelo psicanalista Jorge Forbes, pelos juristas Miguel Reale Júnior e Tercio Sampaio Ferraz Junior e pelo filósofo Gilles Lipovetsky, que se reuniram para discutir como lidar com o novo laço social da globalização em suas múltiplas expressões, com um novo olhar.

Novas Identidades

Novas Identidades

O livro é um convite a que mais pessoas se empenhem para que esses novos tempos pareçam menos apavorantes e ansiogênicos, para que possamos explorar sua vertente da invenção criativa de um novo laço social, um novo amor além da hierarquia paterna estabelecida na era da modernidade. Entre os temas abordados, destacam-se a hipermodernidade e as possibilidades virtuais da realidade; o individualismo e sua relação com uma responsabilidade atual, intersubjetiva, porém singular; o consumo e as mídias, articulando as diferenças; a quebra dos imperativos nos costumes, nas roupas e no uso do luxo; e as soluções que se apresentam para a perda da orientação paterna na crise atual das identidades.

Mostra que temos a chance de sermos passageiros de uma mudança histórica sem precedentes e que cabe a nós fazer com que essa viagem possa ser vivida com interesse e entusiasmo, apesar dos solavancos comuns a uma mudança fundamental de atmosfera. O resultado é uma viva e rica discussão das constituições culturais e dos nossos limites, por uma renovada sensibilidade para o século XXI. Clique aqui e leia mais…

O que é uma mulher?

O Segundo Sexo faz 60 anos. A sacerdotiza das letras francesas, Simone de Beauvoir, diz: Não nascemos mulher, nos tornamos mulher. Hoje já sabemos que alguns fatores genéticos interferem, mas o livro é presente e nós mulheres precisamos ainda refletir sobre o conteúdo lúcido de uma grande estudiosa e pesquisadora.

O Segundo Sexo

O Segundo Sexo

O Segundo Sexo – Volume Único
Autor: SIMONE DE BEAUVOIR,
Editora: NOVA FRONTEIRA
Assunto: CIÊNCIAS SOCIAIS – SOCIOLOGIA
ISBN: 852092283x
ISBN-13: 9788520922835
Livro em português - Brochura - 1ª Edição – 2009 – Livro com 936 páginas

Provedora, vassala, acolhedora. Não importa como se apresenta, o lugar da mulher sempre foi definido pelo homem. Este configura a posição central na sociedade. O homem – que tomou para si a definição de ’ser humano’ – relega à mulher uma posição secundária, um papel de coadjuvante na História. Foi a partir dessa constatação e da pergunta ‘o que é uma mulher?’ que a filósofa existencialista Simone de Beauvoir deu início à sua reflexão para escrever ‘O Segundo Sexo’. A preocupação contudo não foi em equiparar um gênero a outro. Para ela, isso seria demasiado simplista, inclusive porque o homem é ‘um ser absoluto’, enquanto a mulher ainda não o é. Simone de Beauvoir procurou compreender de que maneira a mulher ocupou, ou a fizeram ocupar, essa posição de ’segundo sexo’ em diferentes sociedades, como ela se coloca no mundo e como contribui para essa configuração social.

Mulher – Um resgate íntimo

A mulher nasce com seus valores geneticamente femininos e a educação à faz absorver os valores determinados pela sociedade patriarcal.Paulo Mendonça

Dr. Paulo Mendonça, natural de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, é Médico Neurologista, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense em 1978 e titulado em neurologia pela Academia Brasileira de Neurologia, filiada brasileira da Federação Mundial de Neurologia. É Membro Titular dessa academia. É pós-graduado em Medicina do Trabalho pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e em Desenvolvimento de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas.

O livro, Mulher um resgate íntimo, aborda uma das principais causas dos sofrimentos psicológicos e conflitos imotivados que acometem as mulheres. Fácil de entender a mulher nasce com seus valores geneticamente femininos e a educação à faz absorver os valores determinados pela sociedade patriarcal. O livro busca, sob uma forma emocionalmente envolvente, o resgate desses valores desaparecidos ainda na infância. O autor utiliza três linguagens – um conto, informações e poemas – , estrategicamente colocados, para que o enredo seja desenvolvido na mente da leitora. A partir do meio da obra, a mulher ’selvagem’, inquestionavelmente forte, começa aflorar no cerne da alma da leitora, aproximando-a da plenitude feminina, capaz de afastar muitos fantasmas utilizando a sua própria verdade frente às ‘verdades’ que lhe foram impostas por essa sociedade.

Preconceito, Marginalização e Criminalidade

Ariane Melo, a autora desse texto, é uma jovem escritora e participante do fórum e do blog Meia Palavra. Seu livro Banshee – Os Guardiões, cujo o gênero é fantasia, apresenta em suas páginas as tramas do preconceito. Acompanhe o lançamento de seu livro e suas produções nos links aqui destacados.

O preconceito é um tema muito presente em Banshee – Os Guardiões, muitos personagens (quando vocês lerem o livro saberão quais) sofrem com atitudes preconceituosas. E quantas pessoas não vivem isso todos os dias?

Ser diferente dos outros sempre foi um motivo para ser deixado de lado; poucos conseguem aceitar essas diferenças e fazer disso uma coisa boa. Um caso de preconceito com o fim trágico é a marginalização. Vítimas do preconceito são freqüentemente marginalizadas, pois pessoas que não se “encaixam” nos padrões impostos pela sociedade não recebem atenção e isso, muitas vezes, leva à criminalidade. É claro que nem todos os criminosos sofreram com atitudes preconceituosas e nem todas a vítimas de preconceito tornaram-se assassinos, mas não dá para negar uma conexão entre as duas coisas.

Eu me lembro da reportagem “Falcão – Meninos do Tráfico” da Rede Globo sobre as crianças nas favelas cariocas. Acho que foi uma das coisas mais chocantes que eu já vi na vida. Aqueles garotos sabem mexer em armas das quais eu nem mesmo sei o nome. O Brasil inteiro ficou apavorado, foi uma polêmica enorme… Pau no governo, no sistema e por aí vai. Mas, espera aí! Eu tenho uma pergunta: será que todas essas pessoas que criticaram Deus e o mundo, que culparam a presidência e o senado, aceitariam um menino pobre do Morro do Alemão na mesma sala de aula que a sua filhinha de família nobre? Eu acho que não! É muito fácil sair “atirando farpas” nas autoridades (que têm sim muita culpa no cartório) e acabar “abafando” a própria culpa.

O medo de que este menino, possivelmente, pudesse tentar alguma coisa ruim contra a criança rica (ou de classe média) já é um preconceito. O fato é que a maioria das pessoas nem sequer daria uma chance à essas crianças. Elas já são marginalizadas pelo endereço onde vivem, pela cor da pele e pela família (o pai prisioneiro talvez). Eles não têm a oportunidade de se mostrarem melhores que isso tudo. O preconceito é um vírus mortal, e o pior, ele é hereditário. Pense nisso.

Há caminhos para você

Vá garoto, vá.
Eu o ensinei, mais não consegui. Mas, talvez, não deva aprender tudo o que eu aprendi, nem ser ensinado em tudo por mim.

Vá garoto, vá.
Eu confio em você, vá fazer o melhor que há em cada idade.
Vá filho, dê seus passos e eu irei aplaudir. É um mandado da vida, confiar que o garoto seguirá o caminho sem o guia em que mais confia.
Caso, o mundo lá fora não parecer tão bom quanto ao que conhecia, é o pouco contato com seus funcionamentos que não o beneficia. As pessoas deixam-se conhecer, aguarde o tempo preciso, para que assim não se sintam ameaçadas.

A fé que eu tenho no mundo e na vida empresto ao universo e este haverá de reparti-la com você, só o quanto for preciso, para que exercites a sua própria. Não demais, apenas o suficiente para que não se sinta desamparado.

Vá garoto, vá.
A vida é bela e divertida. A vida é música, é dança, ajuste-a ao ritmo que lhe agrade, vá filho. Quero que você chegue a ser antigo e cheio de charme, com muitas palavras lindas para os demais, contando sua vida como uma deliciosa prosa, movendo-se com a sutileza conquistada no exercício dos músculos em todas a sua extensão, gerando a harmonia que impulsionou suas possibilidades.

Quero que você viva, filho! É só quando se vive, que a vida é vibração e prazer. Não permita que algumas experiências determinem todas as crenças de sua existência. Não permita que algumas expressões do dia-a-dia ocultem a magia maravilhosa que é viver e experimentar os passos escolhidos para a grande dança do universo.
Use sua vida como os astros do céu, com a certeza de que sua magnitude atrai o que há de melhor e, caso, atrair o que ainda não se aperfeiçoou, creia, é um possível candidato a perfeição.

Vá garoto, vá.
Abençôo todo o caminho que escolher e prometo confiar em você e em suas escolhas, como a sabedoria o abençoa através dos céus, como todo o bem nascido e filho do amor, predestinado a encontrar o melhor em toda a extensão de sua caminhada.

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